A missão Artemis II concluiu sua volta à Terra com o pouso da cápsula Orion no Oceano Pacífico, em uma sequência de 13 minutos que inclui reentrada atmosférica, blackout de comunicação, abertura de paraquedas e resgate da tripulação. O procedimento ocorreu perto da costa de San Diego e é tratado como o momento mais crítico da missão, por concentrar etapas de alto risco e forte exigência técnica. De acordo com informações do G1, a operação é rápida, altamente controlada e depende de cálculos precisos para garantir a segurança dos astronautas.
Cerca de 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço, responsável por energia, propulsão e suporte à missão, foi descartado. A partir daí, apenas a cápsula Orion seguiu viagem. Em seguida, a nave realizou uma breve queima de motores para ajustar o ângulo de entrada na atmosfera. Segundo a explicação publicada pela fonte, essa etapa é decisiva porque uma inclinação excessiva pode provocar aquecimento maior e danos estruturais, enquanto uma entrada rasa demais pode fazer a cápsula voltar ao espaço.
Como começa a reentrada da Artemis II na atmosfera?
A reentrada começa a cerca de 122 km de altitude, no ponto chamado de interface de entrada. Nesse momento, a cápsula ainda viaja a mais de 40 mil km/h, cerca de 30 vezes a velocidade do som. É a partir dessa faixa que a nave deixa o ambiente praticamente sem ar do espaço e passa a interagir com as primeiras camadas da atmosfera terrestre.
Com o aumento da densidade do ar, o atrito se torna o principal mecanismo de frenagem. O formato da Orion, de acordo com o texto original, foi projetado justamente para gerar arrasto e reduzir a velocidade rapidamente. Nesse processo, a energia cinética é convertida em calor, e as temperaturas ao redor do escudo térmico podem ultrapassar 2.700 °C, o suficiente para ionizar gases da atmosfera e formar plasma ao redor da nave.
Por que há blackout de comunicação durante a descida?
A formação desse plasma bloqueia as comunicações com a Terra por cerca de seis minutos, em um fenômeno conhecido como blackout. Durante esse período, a nave segue de forma autônoma, orientada por seus próprios sistemas internos. Para as equipes em solo, esse é um dos trechos mais tensos da operação, já que não há contato direto com os astronautas.
Ao mesmo tempo, a desaceleração submete a tripulação a forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra, ou 3,9 G. Isso faz com que o corpo passe a “pesar” quase quatro vezes mais. A trajetória, porém, é calculada para distribuir esse impacto ao longo de alguns minutos e evitar cargas ainda mais intensas.
Como a cápsula Orion reduz a velocidade antes de tocar o mar?
Na fase final da descida, entram em ação os paraquedas. A cerca de 6,7 km de altitude, são abertos os paraquedas de estabilização, que ajudam a controlar a orientação da nave e reduzem ainda mais a velocidade. Depois, por volta de 1,8 km, são acionados os três paraquedas principais.
- Reentrada iniciada a cerca de 122 km de altitude
- Blackout de comunicação por cerca de seis minutos
- Paraquedas de estabilização abertos a cerca de 6,7 km
- Três paraquedas principais acionados a cerca de 1,8 km
- Velocidade final reduzida para cerca de 32 km/h
Com essa sequência, a queda é transformada em uma descida controlada. A velocidade cai para cerca de 32 km/h até o splashdown, nome dado ao pouso no mar. A cápsula tocou o Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego. Embora controlado, o impacto continua sendo significativo, mas dentro dos limites previstos para a segurança da tripulação.
O que acontece após o pouso da cápsula no oceano?
Depois do pouso, equipes de resgate da NASA e das forças armadas dos Estados Unidos se aproximam da cápsula. Em alguns casos, airbags são inflados para manter a nave na posição correta na água. Segundo o relato, a retirada dos astronautas ocorreu duas horas depois.
Na sequência, os tripulantes foram levados de helicóptero ao navio militar USS John P. Murtha, onde passaram pelas primeiras avaliações médicas. Depois, retornaram ao continente e seguiram para o Centro Espacial Johnson, no Texas, para continuidade do monitoramento. O conjunto dessas etapas mostra por que a volta à Terra, embora breve, é considerada uma das fases mais complexas de toda a missão Artemis II.