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Artemis 2: astronautas observam eclipse solar exclusivo no lado oculto da Lua

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A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after com
A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after completing the translunar injection burn on April 2, 2026. The image features Foto: Reid Wiseman/NASA — Public domain

A tripulação de quatro astronautas da missão espacial Artemis 2 vivenciou um momento histórico na segunda-feira (6) ao observar um eclipse solar total exclusivo a partir do espaço profundo. O fenômeno, que não pôde ser visto da Terra, ocorreu durante um sobrevoo pelo lado oculto da Lua, a bordo da cápsula Orion. O Brasil, que aderiu aos Acordos Artemis em 2021, acompanha os desdobramentos da missão como parte de sua integração aos esforços internacionais de exploração pacífica e sustentável do espaço.

De acordo com informações do Olhar Digital, o evento astronômico teve início às 21h35 e terminou às 22h32, no horário de Brasília. Esta duração de aproximadamente 60 minutos é consideravelmente superior aos eclipses totais observados na superfície terrestre. O registro aconteceu quase 90 minutos após a espaçonave atingir sua distância máxima de nosso planeta, cerca de 406 mil quilômetros, superando a marca estabelecida pela missão Apollo 13 no ano de 1970.

Como foi a observação astronômica a partir da espaçonave?

O alinhamento exato entre o Sol, a Lua e a nave Orion permitiu que os viajantes espaciais tivessem uma visão privilegiada de características celestes incomuns. Durante a fase total do eclipse, a equipe conseguiu visualizar a coroa solar, que é a camada mais externa do Sol, geralmente ofuscada pelo forte brilho da estrela central do nosso sistema.

Os dados recolhidos visualmente pela tripulação incluem diversos detalhes inéditos que ajudarão os cientistas na compreensão profunda dos processos solares. Entre os elementos descritos pelos astronautas, destacam-se:

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  • As formas exatas da coroa solar durante a ocultação total;
  • As cores percebidas a olho nu no ambiente espacial;
  • A variação de brilho ao redor do satélite natural terrestre;
  • A presença de filamentos luminosos, descritos como fios de cabelo, na borda da estrela.

O astronauta canadense Jeremy Hansen assumiu a responsabilidade primária de manter contato constante com a equipe de controle em solo. Sua função principal durante o trajeto foi documentar verbalmente tudo o que o grupo estava testemunhando a milhares de quilômetros de distância do planeta Terra.

Quais foram os relatos diretos da equipe sobre o fenômeno?

O astronauta Victor Glover relatou a imensa dificuldade de capturar a magnitude do evento apenas com as câmeras fotográficas disponíveis a bordo, optando por descrever o impacto visual do brilho terrestre iluminando o satélite natural em meio à escuridão do eclipse solar.

A Terra está tão brilhante lá fora, e a Lua está ali, pairando diante de nós, esse orbe negro à nossa frente, não diante da escuridão em si, mas do cinza que se mistura e se dissipa na escuridão. O brilho da Terra é muito distinto e cria uma ilusão visual bastante impressionante. Uau, é incrível.

Glover acrescentou que a experiência imersiva superou todas as expectativas visuais, fazendo com que o grupo sentisse que havia entrado verdadeiramente no mundo da ficção científica. Ele ressaltou que a superfície lunar estava incrivelmente nítida, permitindo observar uma grande porção de sua extensão geográfica e relevo de maneira incomum.

Que outros eventos espaciais foram presenciados no trajeto?

Além do eclipse em si, a tripulação testemunhou a passagem rápida de dois meteoros pelo campo de visão da cápsula Orion. A equipe de exploradores também registrou quatro clarões de impacto distintos, que são flashes de luz intensos gerados quando rochas espaciais colidem violentamente contra o solo lunar.

Esses impactos específicos ocorreram no lado visível e próximo ou ao sul do equador do corpo celeste. Como a Lua não possui atmosfera para desintegrar os detritos espaciais antes que atinjam a superfície, essas colisões são bastante comuns. O monitoramento minucioso dessas ocorrências é fundamental para que os pesquisadores possam reconstruir a evolução geológica local ao longo do tempo.

Hansen pontuou ainda que o Sol iluminou todo o perímetro lunar durante o ápice do bloqueio luminoso, realçando aspectos topográficos específicos que seriam quase impossíveis de notar de outra forma. Especialistas da agência espacial apontam que, mesmo com o avanço da tecnologia atual, a observação humana direta permanece insubstituível, pois o olho biológico consegue captar nuances luminosas que os sensores artificiais ainda não conseguem registrar com absoluta perfeição.

Quando a missão encerra sua jornada pelo espaço?

Após a conclusão dessa etapa histórica da viagem espacial, a tripulação da nave Orion iniciará os preparativos finais para a complexa manobra de reentrada na atmosfera terrestre. O fim da missão, que totalizará dez dias de exploração contínua, está programado para ocorrer entre a sexta-feira, dia 10, e o sábado, dia 11 de abril.

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