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Ar poluído aumenta risco de câncer, revela relatório da UICC

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A exposição prolongada à poluição do ar está associada a um risco significativo de desenvolver e morrer de câncer, conforme indicado por um relatório da Folha Ambiente. Este estudo global, publicado recentemente pela Union for International Cancer Control (UICC), destaca que além do já conhecido impacto no câncer de pulmão, a poluição afeta outros tipos de câncer, incrementando desigualdades de saúde entre diferentes grupos sociais.

De acordo com o relatório, a exposição contínua a partículas finas, como as PM2,5, pode aumentar em 11% o risco geral de desenvolvimento de câncer e em 12% o risco de morte. O documento também menciona que tipos específicos de câncer, como de fígado e colorretal, tiveram aumentos significativos de incidência, 32% e 18% respectivamente. As desigualdades são notáveis, especialmente entre mulheres, crianças e populações mais pobres que são mais vulneráveis à poluição.

Como a poluição afeta a saúde global?

O estudo da UICC, sediada em Genebra, indica que trabalhadores expostos à poluição ao ar livre e populações próximas a áreas industriais enfrentam maiores riscos de câncer. Além disso, países de média e baixa renda são os que mais sofrem, tanto pelos altos níveis de poluição quanto pela falta de recursos para enfrentá-la. O estudo aponta que a poluição pode atuar como um fator de risco ‘multicâncer’, afetando muitos tipos de câncer simultaneamente.

O estudo coletou evidências de 42 meta-análises publicadas entre 2019 e 2024, demonstrando a relação entre a poluição do ar e o aumento dos casos de câncer cerebral, que pode ser 63% maior devido à absorção de PM2,5. Isso se deve à capacidade dessas partículas de atingir a corrente sanguínea e o cérebro.

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Quais são as medidas propostas contra essa ameaça?

Para combater a ameaça, o relatório propõe estratégias testadas e eficazes, como a transição para energia limpa, reforço dos padrões de emissão e a inovação em planejamento urbano para reduzir a exposição da população à poluição. Movimentos como superblocos em Barcelona e ruas abertas em Bogotá têm sido associados a melhorias na qualidade do ar.

Ainda que mais de 140 países possuam padrões de qualidade do ar, apenas um terço os aplica de forma efetiva. Um dos principais pontos do relatório é a adoção de padrões mais rígidos e alinhados à Organização Mundial da Saúde (OMS), além de iniciativas mais robustas de monitoramento ambiental.

“Ar limpo é urgentemente necessário para conter o aumento esperado de casos de câncer”, afirmou Nina Renshaw, chefe de saúde do Clean Air Fund.

Nina Renshaw, do Clean Air Fund, enfatiza que sem medidas adequadas, décadas de investimentos em pesquisa e tratamento serão comprometidas, ressaltando os benefícios em vidas salvas e a economia nos custos de saúde.

O relatório conclui que, além de um impacto negativo na saúde pública, a poluição do ar continua a ser um vetor de desigualdades socioeconômicas, especialmente em regiões mais carentes de infraestrutura e políticas ambientais eficazes.

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