A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente, no dia 22 de abril de 2026, o uso do medicamento Mounjaro para tratar diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir de dez anos. Até então, o uso do medicamento era restrito a adultos. Esta aprovação reflete uma expansão significativa na política de tratamento pediátrico da doença.
O Mounjaro pertence à classe de medicamentos conhecidos como agonistas do receptor GLP-1, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”. A aprovação visa oferecer uma opção terapêutica complementar a crianças e adolescentes que convivem com a diabetes tipo 2, contribuindo para um controle mais efetivo do índice glicêmico nessa faixa etária.
O que muda para o público infantil?
A partir de agora, crianças a partir dos dez anos poderão ser tratadas com o Mounjaro, algo antes restrito aos adultos. De acordo com a Agência Brasil, a Anvisa esclareceu que outras indicações do medicamento permanecem para uso adulto. A iniciativa busca ampliar o acesso a tratamentos eficazes para a população pediátrica afetada pela doença.
Jovem Pan destacou que, além da autorização, a Agência prepara para discutir propostas de normativas sobre a manipulação dessas chamadas “canetas emagrecedoras”, visando regulamentações mais rigorosas para o mercado.
Como a Anvisa está regulando esses medicamentos?
A Anvisa anunciou que, na próxima semana, a diretoria colegiada discutirá uma proposta de instrução normativa para definir procedimentos e requisitos técnicos referentes à manipulação desses dispositivos. Estas medidas são parte de um plano de ação mais amplo, iniciado em 6 de abril, que inclui regulações e fiscalizações sobre tais medicamentos.
Além disso, a agência publicou portarias estabelecendo dois grupos de trabalho dedicados a abordar as questões regulatórias e de fiscalização ligadas a esses remédios. Estas ações buscam garantir que o uso e a distribuição desses medicamentos ocorram de forma segura e eficiente, protegendo assim os interesses dos usuários.
A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico.