O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) manifestou agradecimentos públicos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (15 de abril de 2026). O motivo da declaração foi a soltura do também ex-parlamentar e ex-diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem (PL), que havia sido retido em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), localizado na cidade de Orlando, no estado da Flórida.
De acordo com informações do Metrópoles e corroboradas por publicação do Brasil 247, a liberação ocorreu após Ramagem passar dias sob custódia das autoridades imigratórias locais. A manifestação de Eduardo ocorreu por meio de suas redes sociais oficiais, onde destacou o papel de figuras centrais da administração dos Estados Unidos na rápida resolução do caso, citando nominalmente o chefe do Executivo e o Departamento de Estado.
Como ocorreu a manifestação sobre a soltura?
Em sua publicação, Eduardo Bolsonaro direcionou seus agradecimentos não apenas ao chefe de Estado norte-americano, mas também ao secretário de Estado do país, Marco Rubio. O tom da mensagem buscou exaltar a atuação das autoridades estrangeiras frente à situação de Ramagem, definindo a intervenção como um ato de sensibilidade diplomática e política.
Em sua postagem, o filho do ex-presidente defendeu a permanência do aliado em território internacional e o descreveu como um perseguido político no Brasil:
Agradeço principalmente ao presidente Donald Trump e ao secretário (Marco) Rubio pela sensibilidade em tratar do caso deste verdadeiro herói nacional, que, mesmo perseguido, não se abate. Ramagem merece asilo na terra da liberdade ao lado de sua brava esposa — incansável pela sua liberdade — e de suas lindas filhas
Por que Alexandre Ramagem estava detido nos Estados Unidos?
Alexandre Ramagem, que teve seu mandato de deputado federal cassado, encontra-se fora do Brasil em meio a graves complicações judiciais. Segundo os veículos consultados, o ex-parlamentar foi condenado no Brasil sob a acusação de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. Esse contexto jurídico nacional é apontado como o principal fator para a sua presença nos Estados Unidos e para o pedido de asilo defendido por seus aliados.
A detenção pelo ICE indica que as autoridades imigratórias norte-americanas estavam avaliando o seu status legal no país, possivelmente em decorrência da sua condenação no Brasil, embora os detalhes específicos do processo no órgão de fronteira não tenham sido divulgados na íntegra.
Quais são os principais pontos da linha do tempo do caso?
A cronologia e os fatos que envolvem a retenção e a posterior liberação de Alexandre Ramagem envolvem os seguintes elementos centrais apontados pelas reportagens:
- A detenção inicial de Ramagem ocorreu na segunda-feira anterior à sua soltura.
- Ele foi mantido em uma instalação do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) em Orlando.
- A liberação foi efetivada na quarta-feira, dia 15 de abril de 2026.
- Eduardo Bolsonaro pediu publicamente a concessão de asilo para o ex-deputado nos EUA.
- O caso ocorre na esteira de uma condenação judicial no Brasil por tentativa de golpe de Estado.
O que muda no cenário político após a intervenção norte-americana?
A atuação de Eduardo Bolsonaro ao citar nominalmente Donald Trump e Marco Rubio demonstra uma tentativa de internacionalizar a defesa de Ramagem. Ao classificar o condenado como um herói nacional e afirmar que ele é perseguido, o grupo político busca consolidar uma narrativa de refúgio perante a administração conservadora dos Estados Unidos, evitando que o ex-diretor da PF seja deportado para cumprir pena no Brasil.
A menção direta a um pedido de asilo para Ramagem e sua família reforça a estratégia de evitar o retorno ao território nacional. A liberação célere, ocorrendo em questão de poucos dias após a detenção na segunda-feira, sinaliza que os apelos políticos podem ter surtido efeito nos bastidores. A decisão final sobre o status imigratório e a concessão ou não de asilo político dependerá dos trâmites legais do próprio ICE e do Departamento de Estado nos próximos meses.