Alexandre Ramagem é solto nos EUA após prisão pelo serviço de imigração - Brasileira.News
Início Política & Poder Alexandre Ramagem é solto nos EUA após prisão pelo serviço de imigração

Alexandre Ramagem é solto nos EUA após prisão pelo serviço de imigração

0
8

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi colocado em liberdade na quarta-feira (15), no território dos Estados Unidos. A soltura ocorreu exatos dois dias após a sua detenção, que havia sido efetuada na segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, órgão governamental norte-americano amplamente conhecido pela sigla ICE. A informação sobre a libertação do ex-parlamentar brasileiro movimentou o cenário político e foi repercutida por veículos de imprensa. De acordo com informações do Poder360 e também reportado nos canais oficiais da Agência Brasil, a liberação se deu sob a justificativa de que não haveria pendências nos documentos do político no país norte-americano.

A situação internacional do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ganha contornos complexos devido ao seu status jurídico no Brasil. Ele é considerado foragido da Justiça brasileira em decorrência de graves condenações que pesam contra ele na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF). As autoridades norte-americanas, responsáveis pela breve custódia, não emitiram comunicados detalhados sobre os procedimentos internos que levaram à soltura rápida do ex-deputado, mas aliados próximos ao político se apressaram em divulgar o desfecho da detenção nas redes sociais e em contatos diretos com a imprensa brasileira.

Por que Alexandre Ramagem foi condenado no Brasil?

O histórico judicial de Alexandre Ramagem no Brasil é o fator central que motivou a sua saída do país e o seu atual status de foragido internacional. O ex-parlamentar e ex-chefe da inteligência nacional recebeu uma pena dura por parte do Supremo Tribunal Federal. A Corte determinou uma condenação de 16 anos de prisão. O processo legal que culminou nessa sentença está intimamente ligado aos inquéritos que apuram atos antidemocráticos e a tentativa de ruptura institucional no Brasil.

De acordo com os autos do processo julgado pelo STF e mencionados nas publicações da imprensa, as condenações envolvem três crimes de extrema gravidade contra a ordem constitucional brasileira. Os delitos listados pela Justiça foram:

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Organização criminosa.

Um detalhe fundamental apontado pela Justiça é o período em que essas infrações teriam sido cometidas. As investigações concluíram que os três delitos foram praticados antes mesmo de sua diplomação como deputado federal. Ou seja, as ilegalidades ocorreram durante a época em que Alexandre Ramagem ainda exercia o alto cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o que pesou significativamente na formulação da pena de 16 anos imposta pelo Supremo.

Como os aliados explicaram a soltura nos Estados Unidos?

A notícia da liberação de Ramagem pelo ICE foi divulgada e confirmada inicialmente por figuras públicas alinhadas ao seu espectro político. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador digital Paulo Figueiredo foram os principais responsáveis por trazer o fato a público. Eles atuaram como porta-vozes do ocorrido, detalhando a versão da defesa sobre os motivos que levaram a imigração norte-americana a não manter a prisão do brasileiro.

Em contato direto com a reportagem, Paulo Figueiredo forneceu declarações contundentes sobre o status imigratório do ex-diretor da Abin. Ele assegurou que as autoridades do ICE realizaram as devidas checagens e não encontraram irregularidades que justificassem a continuidade da custódia ou o início de um processo de deportação por infrações migratórias em solo estadunidense.

"Não precisou pagar fiança", afirmou o influenciador, acrescentando que, após as averiguações das autoridades norte-americanas, teria sido "verificado" que a documentação e a situação imigratória do ex-deputado no país "é absolutamente regular".

O que disseram as figuras políticas sobre o STF?

Além de confirmar os trâmites imigratórios, os aliados de Alexandre Ramagem aproveitaram o episódio da soltura nos Estados Unidos para tecer duras críticas ao sistema judiciário brasileiro, focando especificamente no Supremo Tribunal Federal. As declarações buscaram criar um contraste retórico entre o sistema legal norte-americano e o andamento dos processos na Suprema Corte do Brasil.

Ao comentar a liberação sem a necessidade de pagamento de fiança ou maiores penalidades migratórias, Paulo Figueiredo fez ataques diretos à condução dos inquéritos no Brasil, mencionando especificamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O influenciador utilizou um termo pejorativo que se tornou comum entre críticos do magistrado para se referir ao cenário jurídico nacional de forma depreciativa.

"EUA são Império das Leis e não a várzea que se tornou o ‘Xandaquistão’. Ele não responderá a nenhum processo criminal", declarou Figueiredo ao Poder360.

O uso da expressão contida na aspa tem o claro objetivo de desqualificar as decisões do ministro do STF, apontando para uma narrativa de perseguição política que, na visão dos aliados do ex-deputado, não encontraria respaldo no rigoroso sistema judicial e imigratório dos Estados Unidos. Lá, Ramagem permanecerá em liberdade no que tange às leis de imigração locais, sem enfrentar processos criminais pelas autoridades americanas em razão de seu status de visto.

Qual é o atual cenário jurídico do ex-diretor da Abin?

Com a soltura nos Estados Unidos, Alexandre Ramagem ganha uma sobrevida fora das fronteiras brasileiras, amparado pela alegada regularidade de seu visto ou permissão de estadia no país. O ICE, órgão responsável por identificar, investigar e desmantelar vulnerabilidades relativas à segurança das fronteiras e do sistema de imigração dos Estados Unidos, focou estritamente na questão migratória durante a abordagem. Como o mandado de prisão expedido pelo STF trata de crimes contra o Estado brasileiro, a extradição dependeria de outros mecanismos de cooperação internacional e diplomática, o que foge do escopo de uma checagem imigratória conduzida pelo ICE.

Dessa forma, o ex-deputado federal permanece oficialmente com o status de foragido para a Justiça do Brasil. A pena de 16 anos estipulada pelo Supremo Tribunal Federal continua válida e pendente de cumprimento. A defesa e os aliados de Ramagem utilizam o episódio da rápida liberação no exterior como um argumento político para questionar a legitimidade das decisões proferidas no Brasil, enquanto a condenação por organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito segue ativa na jurisprudência brasileira.

Fontes consultadas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp us

Sair da versão mobile