Alexandre Ramagem, ex-deputado federal do PL-RJ, afirmou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, que a Polícia Federal se tornou uma corporação de “jagunços” do diretor-geral Andrei Rodrigues, depois de ser solto nos Estados Unidos após passar 48 horas sob custódia do serviço de imigração americano. Em vídeo publicado no X, ele disse que sua detenção ocorreu por questão migratória, declarou que estava em situação regular no país e criticou a atuação da PF brasileira no caso.
De acordo com informações do Poder360, Ramagem foi liberado na quarta-feira, 15 de abril, após ter sido detido na segunda-feira, 13 de abril, durante uma abordagem de trânsito rotineira. O governo brasileiro contava com a deportação do ex-deputado, mas a soltura foi primeiro comunicada por aliados dele nos Estados Unidos e depois confirmada pela Polícia Federal.
O que Ramagem disse sobre a Polícia Federal?
No vídeo, o ex-deputado atacou diretamente a corporação e o diretor-geral da PF. Ao comentar o caso, afirmou que a instituição, que segundo ele já teve credibilidade, hoje atuaria de forma subordinada a Andrei Rodrigues.
“Essa nossa Polícia Federal, outrora com tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral Andrei Rodrigues, que declarou haver uma cooperação policial internacional contra uma situação de completa regularidade”.
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“Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente”.
As declarações foram feitas por Ramagem em manifestação pública divulgada em sua conta na rede social X, depois de deixar a custódia migratória nos Estados Unidos.
Como ele descreveu sua situação migratória nos Estados Unidos?
Ramagem negou que a detenção tenha relação com trânsito e disse que o caso foi estritamente migratório. Segundo ele, sua entrada no território americano ocorreu em setembro do ano passado, com documentação válida.
“Primeiro que fui detido por uma questão migratória, nada de trânsito. Ocorre que eu entrei nos Estados Unidos em setembro do ano passado de forma perfeitamente regular. Passaporte válido, visto válido e sem condenação nenhuma”.
Ele também declarou ter estudado, com a mulher, Rebeca, a possibilidade de apresentar pedido de asilo. Segundo seu relato, ambos teriam seguido os requisitos e etapas exigidos no processo, o que, de acordo com sua versão, garantiria permanência regular no país.
“Nós cumprimos os requisitos. Estamos dentro de todos os procedimentos de todas as respectivas fases. O que nos confere o status de permanência regular nos Estados Unidos”.
“Eu estou com a situação totalmente regular. Meu endereço é conhecido, minhas filhas estão regularmente matriculadas e cursando escola pública da Flórida”.
Quem ele agradeceu pela liberação?
No vídeo, Ramagem agradeceu a pessoas que, segundo ele, atuaram para sua liberação. Entre os citados, estão o blogueiro Allan dos Santos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo e o senador Hiran Gonçalves.
Ele afirmou ainda que integrantes “da mais alta cúpula da administração Trump” perceberam que ele não deveria ter permanecido preso. Segundo seu relato, a liberação ocorreu por via administrativa, sem necessidade de pedido judicial e sem pagamento de fiança.
“A minha liberação então acabou sendo administrativa, sem necessidade de qualquer pleito, qualquer procedimento judicial. Não houve nem pagamento de fiança”.
O que se sabe sobre a soltura?
Segundo o texto original, Ramagem passou dois dias sob custódia do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos. A abordagem que levou à detenção ocorreu na segunda-feira, 13 de abril, e a liberação foi registrada na quarta-feira, 15 de abril.
Ainda de acordo com a publicação, embora autoridades brasileiras esperassem sua deportação, a Polícia Federal informou que ainda não tinha acesso ao teor da decisão que permitiu a liberdade do ex-deputado em solo americano. O caso, portanto, seguia sem detalhes oficiais públicos sobre os fundamentos da soltura no momento da publicação.
- Detenção na segunda-feira, 13 de abril de 2026
- 48 horas sob custódia do ICE
- Liberação na quarta-feira, 15 de abril de 2026
- Vídeo com críticas à PF publicado na quinta-feira, 16 de abril de 2026