Alexander Díaz Rodríguez, ativista do Movimento 11J, deixou a prisão em Cuba após cumprir integralmente sua pena, em 13 de abril de 2026, com sinais de grave deterioração física, segundo relatos de opositores e organizações independentes. O caso foi divulgado no mesmo dia em que Israel inicia cerimônias de lembrança do Holocausto, e voltou a expor denúncias sobre as condições do sistema prisional cubano, a falta de assistência médica a presos políticos e o agravamento da crise na ilha. De acordo com informações do Petronotícias, a libertação de Díaz Rodríguez ocorreu após o cumprimento da pena, sem indulto.
Segundo o texto original, Díaz Rodríguez foi preso por participar dos protestos de 11 de julho de 2021 em Artemisa. Após a divulgação de imagens de sua saída da prisão, lideranças da oposição cubana e entidades de defesa de presos políticos passaram a relatar preocupação com seu estado de saúde e com a ausência de tratamento médico durante o encarceramento.
O que disseram opositores e entidades sobre o estado de saúde de Alexander Díaz Rodríguez?
O opositor José Daniel Ferrer, chefe da União Patriótica de Cuba, afirmou publicamente que Díaz Rodríguez adoeceu na prisão e não recebeu tratamento. O texto atribui a Ferrer a seguinte declaração:
“Muito semelhante aos prisioneiros nos campos de concentração nazistas. Ele precisa de remédios, comida, cuidados urgentes. Sua vida está em perigo.”
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
Já Javier Larrondo, presidente da organização Defensores dos Prisioneiros, disse ter falado com Díaz Rodríguez logo após a libertação e classificou o quadro físico como chocante. Segundo o texto, Larrondo também associou o caso a um padrão já observado em outras liberações de presos cubanos.
“Quando vi o estado em que ele se encontrava, vi o que já havia visto em outras ocasiões com prisioneiros que deixavam Cuba: pareciam ter sido resgatados de um campo de concentração.”
A reportagem original informa ainda que, de acordo com Larrondo, a organização apresentou centenas de denúncias a organismos internacionais, inclusive às Nações Unidas, e que vários episódios foram classificados como detenções arbitrárias.
Que outras denúncias sobre o sistema prisional cubano aparecem no relato?
Além do caso de Díaz Rodríguez, o texto menciona críticas recorrentes sobre as condições das prisões em Cuba. Entre os principais pontos citados estão:
- falta de assistência médica;
- deterioração física de presos políticos;
- maus-tratos sistemáticos, segundo opositores;
- condições classificadas como desumanas por denunciantes.
Ferrer e Larrondo também alertaram, segundo a publicação, para a situação de outros presos políticos com problemas de saúde, entre eles Félix Navarro e Luis Manuel Otero Alcántara. O texto acrescenta que, para ativistas e organizações independentes como a Cubalex, o caso de Díaz Rodríguez seria reflexo de um problema estrutural no sistema prisional cubano.
A matéria original também relaciona essas denúncias ao contexto social e econômico da ilha, marcado, segundo o relato, por escassez de itens básicos e piora das condições de vida dentro e fora das prisões.
Como a crise em Cuba foi descrita no texto original?
O artigo afirma que Cuba enfrenta meses de dificuldades, com falta de energia, apagões, falta de água, acúmulo de lixo nas ruas, pouca circulação de dinheiro, inflação e escassez de alimentos. Também relata problemas na distribuição de ajuda humanitária, inclusive a enviada por canais ligados à Igreja Católica.
O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, foi citado ao comentar a dificuldade de distribuição de doações enviadas dos Estados Unidos à Cáritas Cuba, por causa da falta de transporte na ilha. O texto reproduz a seguinte afirmação:
“a distribuição da ajuda enviada dos Estados Unidos tem se tornado cada vez mais difícil devido à falta de transporte na ilha”
De acordo com o relato, um carregamento recente de alimentos precisou ser distribuído por meios rudimentares, e mais pessoas têm buscado comida para levar para casa, sinalizando o avanço da insegurança alimentar.
Quais declarações de Donald Trump foram mencionadas na publicação?
A matéria informa que, em 13 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar Cuba ao comentar a política americana em relação à ilha e ao Irã. O texto atribui a Trump a seguinte fala:
“Talvez façamos uma escala em Cuba quando terminarmos com o Irã. Cuba é uma nação em colapso”
Em outro trecho reproduzido pela publicação, Trump também teria dito:
“Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar adiante esta iniciativa para impedir que receba petróleo regularmente e talvez façamos uma parada em Cuba assim que terminarmos isso.”
Segundo o artigo original, Washington anunciou no fim de março que passaria a analisar carregamentos de petróleo destinados a Cuba caso a caso. A publicação também afirma que Trump havia feito referências anteriores à possibilidade de mudança de regime em Havana.
O caso de Alexander Díaz Rodríguez, tal como apresentado na reportagem, se soma assim a denúncias mais amplas feitas por opositores, entidades independentes e integrantes da Igreja sobre repressão política, condições carcerárias e agravamento da crise humanitária em Cuba.