Alckmin evita comentar revogação da taxa das blusinhas em compras internacionais - Brasileira.News
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Alckmin evita comentar revogação da taxa das blusinhas em compras internacionais

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O presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, evitou apresentar um novo posicionamento sobre a eventual revogação da taxação imposta às compras internacionais de até US$ 50 neste sábado (18). Durante sua fala, o político, que também lidera o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, limitou-se a dizer que o governo irá aguardar os desdobramentos técnicos e políticos antes de sinalizar qualquer mudança na política tributária vigente para o comércio eletrônico estrangeiro.

De acordo com informações do UOL Economia, a cautela do vice-presidente reflete a sensibilidade do tema, que divide opiniões entre os defensores da indústria nacional e os consumidores de plataformas globais de varejo. A medida, que ficou conhecida popularmente como a “taxa das blusinhas”, incide sobre produtos adquiridos em sites de fora do país que anteriormente gozavam de isenção tributária federal.

Qual o posicionamento de Geraldo Alckmin sobre o tema?

Ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de recuo na cobrança, Alckmin utilizou uma postura diplomática para não antecipar decisões do Ministério da Fazenda ou do próprio gabinete presidencial.

Vamos aguardar

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, afirmou o gestor, indicando que o Palácio do Planalto ainda avalia o impacto da arrecadação e a reação do mercado interno após a implementação da nova alíquota.

A postura de Alckmin é considerada estratégica, uma vez que sua pasta recebe constantes pressões de associações comerciais brasileiras. Essas entidades alegam que a isenção anterior criava uma concorrência desleal, prejudicando a geração de empregos e o faturamento das empresas instaladas no território nacional, que precisam lidar com uma carga tributária distinta.

Como funciona a atual tributação para compras internacionais?

Atualmente, as compras internacionais de até US$ 50 estão sujeitas a uma alíquota de 20% de Imposto de Importação em nível federal. Além desse valor, os consumidores devem arcar com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que possui uma alíquota padronizada de 17% em todos os estados brasileiros para essas operações. Juntos, esses tributos elevaram o custo final de produtos vindos de gigantes do e-commerce asiático.

Os principais pontos da regulação atual incluem:

  • Aplicação de 20% de imposto federal sobre o valor do produto e do frete;
  • Cobrança obrigatória de 17% de ICMS estadual;
  • Monitoramento através do programa Remessa Conforme da Receita Federal;
  • Exigência de transparência nos preços exibidos pelas plataformas estrangeiras.

Quais são os próximos passos do governo federal?

O governo federal continua monitorando os dados de importação para verificar se houve uma queda drástica no volume de compras ou se a arrecadação compensou as perdas do setor varejista doméstico. Enquanto Alckmin mantém o tom de espera, técnicos da equipe econômica estudam se há espaço para ajustes na legislação, embora a revogação total seja considerada improvável no curto prazo devido ao compromisso com o ajuste fiscal.

A discussão envolve ainda o Congresso Nacional, onde parlamentares de diferentes espectros políticos debatem o equilíbrio entre a proteção da economia local e o acesso da população a bens de consumo mais baratos. Por ora, a declaração de Alckmin reafirma que o Poder Executivo não pretende tomar decisões sem o respaldo de novos relatórios de impacto financeiro e social.

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