David Pettit, advogado americano, criticou a decisão do governo de Donald Trump de revogar regras climáticas estabelecidas na era Obama, alegando que a medida ignora os custos de saúde e o futuro da população. De acordo com informações da Folha, Pettit é um dos autores do processo movido por ambientalistas contra a administração Trump.
Quais são os argumentos contra a revogação?
O texto original, adotado em 2009, classificava seis gases de efeito estufa como perigosos para a saúde, servindo de base para regulamentações que limitavam suas emissões. O governo Trump, ao revogar essas regras, alega que a medida poderia gerar economias de mais de US$ 1 trilhão. No entanto, Pettit argumenta que essa economia ignora os impactos na saúde e no meio ambiente.
“É como se as vidas e a saúde da população não tivessem valor”, diz Pettit.
Quais são os impactos econômicos e sociais?
Relatórios da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicam que a revogação pode resultar em custos adicionais para consumidores, como aumento de gastos com combustível e manutenção de veículos. Projeções sugerem um prejuízo líquido de cerca de US$ 180 bilhões, sem considerar os impactos na saúde pública. Pettit destaca que a decisão ignora o custo social do carbono, estimando prejuízos de US$ 200 bilhões até 2050.
“Ignorar o custo social do carbono e os impactos na saúde significa atribuir valor zero às vidas humanas”, afirma.
Quais são as consequências políticas e regulatórias?
A decisão de Trump é vista como uma manobra política para eliminar regulações sobre gases de efeito estufa. Pettit alerta que, se a autoridade federal for eliminada, estados poderiam criar suas próprias regras, complicando a fabricação de veículos para diferentes legislações.
“Como fabricar carros para 50 legislações distintas?”, questiona Pettit.
Ele também critica a apatia pública diante do desmonte das políticas climáticas.
Qual é o cenário futuro para as regulamentações climáticas?
Pettit observa que o governo Trump tem um plano claro para desmontar o sistema de regulação ambiental desde os anos 1970. Ele destaca que a física do clima é independente de decisões políticas e que cada ano sem avanço torna o esforço futuro ainda maior.
“Cada ano sem avanço torna o esforço futuro ainda maior”, conclui.
Fonte original: Folha