O recente acordo entre Mercosul e União Europeia, atualmente em fase de ratificação, promete transformar a cadeia logística do Brasil. De acordo com informações do Portal NTC, a eliminação tarifária prevista no tratado pode ampliar as exportações brasileiras em mais de US$ 7 bilhões no curto prazo, criando novas oportunidades para diversos setores produtivos e aumentando a demanda por fretes no transporte de cargas brasileiro.
Como o acordo afetará o transporte rodoviário?
Segundo a ApexBrasil, mais de 500 produtos brasileiros poderão ter tarifas reduzidas, o que deve aumentar o fluxo de mercadorias em direção aos portos. O transporte rodoviário de cargas, principal elo entre a indústria, o agronegócio e os terminais portuários, deve registrar um aumento significativo no escoamento das cargas para o modal aquaviário. A tendência é de fortalecimento dos corredores já consolidados, especialmente aqueles voltados aos portos do Sul e Sudeste, como Paranaguá, Itapoá, Itajaí, Navegantes, Santos e Rio Grande.
Quais são as expectativas para o setor?
De acordo com Luiz Gustavo Nery, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), o acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro e terá reflexos diretos sobre o setor de transporte de cargas.
“O acordo proporciona previsibilidade e segurança jurídica, estimulando investimentos produtivos e logísticos. Isso permite que transportadoras ampliem frotas e invistam em tecnologia, rastreabilidade e conformidade, elevando o padrão operacional do setor”, afirma Nery.
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Quais são os desafios e oportunidades?
Apesar do cenário positivo, Nery destaca que o setor precisará se preparar para absorver esse crescimento.
“O efeito multiplicador deste crescimento impactará toda a cadeia logística, incluindo armazenagem, terminais retroportuários, operações de consolidação e serviços aduaneiros. Para absorver esse aumento de demanda, será fundamental focar na capacidade operacional, eficiência e planejamento”, diz o executivo.
O avanço do acordo também insere o Brasil em uma agenda mais ampla de integração comercial com mercados de alto padrão regulatório, elevando o nível de exigência sobre processos e conformidade.
Qual a visão para o futuro do transporte rodoviário?
Nery conclui que o tratado exigirá maior profissionalização e acompanhamento de perto do setor.
“O aumento de volume virá acompanhado de exigências mais rígidas em padrões operacionais, sanitários, ambientais e de rastreabilidade. As empresas que investirem em eficiência, tecnologia e integração da cadeia logística terão vantagem competitiva”, afirma.
Se bem aproveitado, o acordo pode representar um avanço qualitativo para o transporte rodoviário brasileiro.
Fonte original: Portal NTC