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Comunicação quântica avança em Recife com rede da UFPE e meta de chegar a 40 km

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Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) implantaram em Recife uma rede urbana de comunicação quântica que conectou três estações de pesquisa por fibras ópticas já instaladas na cidade. O experimento, divulgado em 22 de abril de 2026, conseguiu transmitir correlações quânticas entre pontos com até sete quilômetros de distância, em condições reais de operação, com foco no desenvolvimento de comunicações mais seguras por criptografia quântica e na futura ampliação da estrutura para cerca de 40 quilômetros.

De acordo com informações do Convergência Digital, a iniciativa integra a Rede Quântica Recife, que conecta diferentes pontos de pesquisa na capital pernambucana. O trabalho foi realizado sobre a própria Rede Ícone, da Redecomep da RNP em Recife, o que permitiu testar a tecnologia fora do ambiente controlado de laboratório e sob interferências típicas de uma malha urbana em funcionamento.

Como funcionou o experimento em Recife?

Segundo o texto original, os cientistas estabeleceram comunicação quântica entre pontos separados por até sete quilômetros dentro de uma rede urbana já em operação. A estrutura reuniu três sítios de pesquisa: o Departamento de Física da UFPE, o Departamento de Eletrônica e Sistemas da UFPE e o Departamento de Física da UFRPE.

O experimento utilizou fibras ópticas sujeitas a variações e perdas do ambiente real. Esse aspecto é apontado como um dos principais marcos do projeto, porque demonstra a viabilidade da tecnologia além dos testes laboratoriais. Em vez de uma rede montada exclusivamente para pesquisa em condições ideais, a iniciativa aproveitou infraestrutura já existente da RNP.

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“Aplicações em comunicação quântica são muito sensíveis a perdas nas fibras ópticas. Nossos experimentos na Rede Quântica Recife mostraram que a tecnologia funciona em um ambiente fora do laboratório, em condições reais”, explica o professor Joaquim Martins, da UFPE, que integra a equipe de pesquisa.

Por que a comunicação quântica é considerada estratégica?

A comunicação quântica usa propriedades da física quântica para transmitir informações com maior nível de segurança do que sistemas convencionais, conforme relata a reportagem original. Entre as aplicações citadas está a criptografia quântica, que permite detectar tentativas de interceptação e proteger dados sensíveis.

No texto de origem, a expectativa é que esse tipo de tecnologia possa ser aplicado em áreas críticas, como comunicações governamentais, transações financeiras e setores estratégicos da infraestrutura nacional. O projeto tem foco inicial na troca de chaves criptográficas entre pontos considerados críticos.

  • setor energético
  • setor de defesa
  • comunicações governamentais
  • setor financeiro

“A infraestrutura da RNP não é para uso apenas em sua operação, mas também como ambiente de experimentação para pesquisa e inovação. Foi esse modelo que possibilitou viabilizar a Rede Quântica Recife usando fibras já existentes”, afirma o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi.

Quais foram os investimentos e os próximos passos do projeto?

O projeto coordenado pelo Departamento de Física da UFPE recebeu R$ 2,99 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no fim de 2023. De acordo com a reportagem, os recursos foram destinados ao desenvolvimento de equipamentos e protocolos, além da montagem de três estações de pesquisa idênticas e de investimentos para instalação e manutenção das fibras ópticas que conectam os pontos da rede.

Os resultados do experimento foram publicados na revista Brazilian Journal of Physics. O próximo passo, segundo o texto, é ampliar a rede para cerca de 40 quilômetros e conectar novos parceiros, incluindo instituições localizadas no Porto Digital, polo de tecnologia e inovação de Recife. A expansão pode servir de base para uma futura estratégia nacional de comunicação quântica, a partir da experiência acumulada na capital pernambucana.

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