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Antengene apresenta três programas oncológicos na AACR 2026 com dados pré-clínicos

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A Antengene Corporation Limited anunciou em 17 de abril de 2026, em Xangai e Hong Kong, a apresentação de resultados de três programas experimentais na reunião anual da American Association for Cancer Research (AACR 2026). Segundo a empresa, os dados serão exibidos em pôsteres e envolvem o ATG-125, um conjugado anticorpo-droga biespecífico, além dos candidatos ATG-106 e ATG-112, ambos da plataforma AnTenGager para engajadores de células T. De acordo com informações da AI Journal, os estudos são pré-clínicos e focam tumores sólidos, incluindo cânceres ginecológicos, renais, digestivos, de bexiga e de pulmão.

O comunicado informa que os três programas serão detalhados durante sessões de imunologia da AACR 2026. O ATG-125 é descrito como um composto voltado ao tratamento de tumores sólidos por meio do direcionamento simultâneo de B7-H3 e PD-L1. Já o ATG-106 foi desenvolvido para cânceres de ovário e rim, enquanto o ATG-112 é apresentado como candidato para tumores ginecológicos, malignidades do sistema digestivo, câncer de bexiga e câncer de pulmão de não pequenas células.

O que a Antengene apresentou na AACR 2026?

De acordo com o texto original, a empresa levou à conferência três programas considerados inéditos em estágio de pesquisa. O primeiro é o ATG-125, classificado como um ADC biespecífico B7-H3 x PD-L1. Os outros dois são engajadores de células T, também chamados de TCEs: o ATG-106, direcionado a CDH6 x CD3, e o ATG-112, voltado a ALPPL2 ou ALPG x CD3.

No caso do ATG-125, a Antengene afirma que o composto apresentou ligação específica a B7-H3 e PD-L1, além de atividade antitumoral em modelos pré-clínicos. O comunicado também relata aumento de infiltração de células T em modelos estudados e inibição do crescimento tumoral dependente da dose em determinados experimentos com animais.

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  • ATG-125: ADC biespecífico B7-H3 x PD-L1
  • ATG-106: TCE CDH6 x CD3 para cânceres de ovário e rim
  • ATG-112: TCE ALPPL2/ALPG x CD3 para vários tumores sólidos

Quais resultados foram descritos para o ATG-125?

Segundo a descrição fornecida pela empresa, o ATG-125 foi desenvolvido para combinar liberação intracelular de carga terapêutica com ativação imune. O texto diz que a molécula demonstrou internalização dependente de antígeno em células tumorais duplamente positivas e induziu apoptose em estudos laboratoriais. Também é mencionado que um anticorpo parental sem carga bloqueou a interação entre PD-1 e PD-L1 e estimulou marcadores associados à ativação imunológica.

Em modelos in vivo citados no comunicado, o ATG-125 teria exibido atividade antitumoral sustentada, aumento da infiltração de células CD4+ e CD8+ em tumores e supressão do crescimento tumoral em diferentes cenários experimentais. A conclusão apresentada pela empresa é de que o perfil pré-clínico apoia o avanço do programa para desenvolvimento posterior em pacientes com tumores sólidos.

O que foi informado sobre o ATG-106?

O ATG-106 é apresentado como um engajador de células T no formato “2+1”, direcionado a CDH6 x CD3. A Antengene sustenta que a baixa expressão de CDH6 em tecido renal adulto e sua superexpressão em cânceres de ovário e rim tornam o alvo relevante para pesquisa terapêutica. O comunicado acrescenta que a proposta do composto é buscar atividade antitumoral com potencial redução do risco de síndrome de liberação de citocinas.

Nos resultados relatados, o ATG-106 mostrou citotoxicidade dependente de células T em modelos de câncer de ovário e rim. A empresa afirma ainda que, em modelos humanizados de xenoenxerto, houve redução tumoral em camundongos tratados e remissões completas em alguns grupos de dose. O texto também menciona níveis muito baixos de citocinas pró-inflamatórias nos animais tratados e boa tolerabilidade de uma molécula substituta em primatas não humanos em doses de até 10 mg/kg.

Quais dados pré-clínicos foram divulgados para o ATG-112?

O ATG-112 é descrito como um TCE biespecífico ALPP/G x CD3, também no formato “2+1”. Segundo a Antengene, análises por microarranjo tecidual mostraram expressão de ALPP/G restrita ao tecido placentário entre os órgãos normais avaliados, sem detecção em outros tecidos normais, enquanto a expressão foi observada com frequência em cânceres endometriais e ovarianos e em menor prevalência em tumores de bexiga, estômago e pâncreas.

De acordo com o comunicado, o candidato demonstrou alta afinidade de ligação a células tumorais positivas para ALPP/G e induziu citotoxicidade dependente de células T contra células-alvo positivas. A empresa afirma ainda que ensaios in vitro mostraram secreção mínima de citocinas a partir de PBMCs humanas, baixo potencial imunogênico e supressão tumoral em múltiplos níveis de dose em modelos de camundongos humanizados.

Os dados divulgados pela Antengene se referem a estudos pré-clínicos apresentados em pôsteres científicos, sem anúncio, no texto fornecido, de resultados de ensaios clínicos em humanos. Assim, o material indica uma atualização de pesquisa e desenvolvimento em oncologia experimental, ainda dependente de etapas adicionais de validação regulatória e clínica.

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