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Bombeiros do Paraná formam novos mergulhadores para operações de resgate subaquático

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou, nesta sexta-feira (17), a cerimônia de formatura de 14 novos mergulhadores especializados em resgates de alta complexidade. O evento ocorreu no quartel do Comando-Geral, em Curitiba, e marcou o encerramento do Curso de Mergulho Autônomo (CMAut) 2026. A capacitação, voltada para cabos e soldados, visa fortalecer a resposta operacional em ambientes aquáticos e submersos em diversas regiões do estado, capacitando os militares para lidarem com situações de risco extremo.

De acordo com informações da Agência Paraná, a turma é composta por 13 bombeiros militares e um policial militar. A solenidade contou com a presença do comandante-geral da corporação, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, além de outras autoridades da Escola Superior de Bombeiro (ESBM) e do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), que foi a unidade responsável pela coordenação técnica da instrução.

Como funciona o treinamento dos novos mergulhadores?

O curso teve uma duração de seis semanas, totalizando uma carga horária de 319 horas-aula. Durante este período, os alunos foram submetidos a atividades de elevada complexidade técnica, exigindo não apenas vigor físico, mas um controle emocional rigoroso. A formação foi dividida em duas fases distintas: a primeira, realizada em ambiente controlado (piscina), focou na base teórica e no desenvolvimento do controle respiratório e emocional sob pressão. A segunda etapa levou os militares para ambientes não controlados, incluindo rios, lagos, represas, pedreiras e o mar.

Um dos pontos centrais da formação é a simulação de falhas de equipamento em situações de visibilidade zero. Segundo o 1º tenente Gabriel Marcondes, coordenador do curso, os exercícios progressivos são desenhados para que o mergulhador consiga resolver problemas críticos debaixo d’água sem entrar em pânico. O treinamento é considerado de elite, utilizando técnicas de mergulho de segurança pública que diferem do mergulho recreativo comum.

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Quais são as principais missões desses especialistas?

Os mergulhadores do CBMPR são acionados para uma variedade de ocorrências que exigem perícia subaquática, tais como:

  • Busca e recuperação de vítimas de afogamento;
  • Resgate em acidentes com embarcações;
  • Recuperação de veículos submersos;
  • Localização de objetos e evidências criminais em rios e mares;
  • Atuação em ambientes com correnteza forte ou águas contaminadas.

A importância desta especialização foi exemplificada por uma operação marcante em 2021, quando equipes do GOST localizaram armamentos pesados que haviam afundado no Rio Paraná após o naufrágio de uma embarcação policial. A operação durou mais de duas semanas e exigiu mergulhos de alta complexidade em condições de forte correnteza, demonstrando a necessidade de treinamento contínuo e especializado.

A formação desses mergulhadores representa não apenas a qualificação de novos especialistas, mas a difusão desse conhecimento dentro de nossas unidades em todo o Estado. Esses militares se tornam referência e ajudam a ampliar a capacidade técnica de toda a corporação.

Quais tecnologias são utilizadas nas operações subaquáticas?

A modernização tecnológica tem sido uma prioridade para o Corpo de Bombeiros do Paraná. Recentemente, a corporação adquiriu máscaras do tipo full face, que cobrem todo o rosto do mergulhador e permitem a respiração natural pelo nariz e pela boca, além de facilitar a comunicação. Outro equipamento essencial são as roupas secas, que isolam completamente o corpo do militar, permitindo o trabalho seguro em águas poluídas ou extremamente frias sem contato biológico direto.

Além dos equipamentos de proteção, o curso incluiu o uso de misturas gasosas enriquecidas com oxigênio, técnica que permite aumentar o tempo de permanência no fundo e garante maior segurança descompressiva. O intercâmbio de instrutores de diferentes estados também garantiu que os militares paranaenses estivessem alinhados com os protocolos de segurança mais modernos do país.

Para onde serão enviados os militares formados?

Com a conclusão da quinta turma do CMAut desde sua criação em 2009, os novos especialistas retornarão às suas unidades de origem para descentralizar o atendimento especializado. Os militares atuarão nas seguintes cidades:

  • Curitiba;
  • Paranavaí;
  • Maringá;
  • Cascavel;
  • Francisco Beltrão;
  • Apucarana;
  • Londrina.

Esta distribuição estratégica garante que todas as regiões do Paraná possuam pelo menos um especialista capaz de liderar operações de mergulho, reduzindo o tempo de resposta em casos críticos. O comando da corporação reforça que o mergulho autônomo é uma das atividades de maior risco na carreira militar, exigindo tomada de decisão rápida e precisão técnica absoluta para garantir o sucesso das missões e a preservação da vida dos próprios operadores.

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