O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, que pediu ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, esclarecimentos públicos sobre o caso envolvendo o Banco Master. Em entrevista à TV 247, Lula disse que quer que a sociedade entenda “quem é quem” no episódio, por meio da apresentação da cronologia dos fatos e do papel de cada envolvido, sem acusações. De acordo com informações do Poder360, o presidente defendeu transparência sobre a origem dos problemas relacionados à instituição financeira.
Segundo Lula, o pedido a Galípolo não tem o objetivo de apontar culpados, mas de tornar públicas as etapas do caso e os agentes envolvidos. Na entrevista, o presidente afirmou que a função do comando do Banco Central, nesse contexto, seria explicar os acontecimentos à sociedade, e não formular acusações.
O que Lula disse sobre o papel de Gabriel Galípolo?
Ao comentar o caso, Lula declarou que pediu a Galípolo uma exposição clara sobre a sequência dos fatos. A fala do presidente foi apresentada como uma defesa de esclarecimento institucional, com foco na transparência sobre decisões e responsabilidades administrativas ao longo do tempo.
“Eu não quero que você acuse ninguém, porque você não é policial nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem”
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A declaração foi dada no momento em que Lula comentava as investigações relacionadas ao Banco Master. A fala reforça a posição, segundo o relato da entrevista, de que o presidente quer uma explicação pública baseada em fatos e na ordem em que os acontecimentos ocorreram.
Qual cronologia foi citada pelo presidente?
Lula disse que a análise do caso deve considerar a cronologia. De acordo com ele, o primeiro pedido de autorização do Banco Master teria sido negado em fevereiro de 2019, durante a gestão de Ilan Goldfajn no Banco Central. Meses depois, em setembro do mesmo ano, já sob o comando de Roberto Campos Neto, a instituição teria recebido autorização para operar.
Na avaliação do presidente, essa sequência indicaria que a origem do caso remonta ao governo anterior. Ainda assim, Lula afirmou que não caberia ao atual comando do Banco Central acusar pessoas, mas explicar publicamente os fatos relacionados ao episódio.
- Fevereiro de 2019: pedido de autorização teria sido negado, segundo Lula;
- Setembro de 2019: a instituição teria sido autorizada a operar, ainda segundo o presidente;
- Pedido atual: apresentação da cronologia e do papel de cada envolvido.
Quem mais foi citado na entrevista sobre o caso?
Lula também mencionou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo o presidente, o parlamentar apresentou uma cronologia do caso durante os trabalhos de uma CPI, o que foi citado como parte do esforço de organização das informações sobre o tema.
A declaração do presidente, conforme relatado, concentra-se na defesa de esclarecimentos públicos e na exposição da ordem dos acontecimentos. O foco da manifestação foi a necessidade de transparência sobre as decisões ligadas ao Banco Master e sobre a atuação dos envolvidos ao longo do processo.
Até o momento descrito no conteúdo original, a fala de Lula não apresentou acusações diretas, mas um pedido para que o Banco Central detalhe, de maneira pública, os fatos e a trajetória do caso. A posição expressa na entrevista foi a de que a sociedade deve ter acesso a uma explicação cronológica sobre o episódio.