O Ministério da Saúde intensificou as ações de combate à coqueluche na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, após o aumento de infecções na região. De acordo com informações da Agência Brasil, a medida foi tomada em resposta a oito casos confirmados e três óbitos entre crianças.
Quais medidas estão sendo tomadas?
Uma equipe emergencial foi enviada à base polo de Surucucu, composta por 50 profissionais, incluindo especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS. Eles atuarão em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, que já realizava coletas de material e trabalhos de prevenção. As crianças infectadas estão sendo tratadas em hospitais de Boa Vista, com duas já liberadas para suas aldeias.
Como a vacinação está sendo conduzida?
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a coqueluche. No Brasil, a vacina é oferecida pelo SUS para crianças de até sete anos e gestantes. O Dsei Yanomami informou que o esquema vacinal completo para crianças menores de um ano quase dobrou entre 2022 e 2025, passando de 29,8% para 57,8%. Para menores de cinco anos, o índice subiu de cerca de 52% para 73% no mesmo período.
Quais são os desafios enfrentados na TI Yanomami?
Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na TI Yanomami devido a desnutrição, malária e mortes diversas, agravadas pelo garimpo ilegal. Medidas como fechamento de garimpos, controle do espaço aéreo e despoluição de rios foram implementadas. Desde então, o número de profissionais de saúde aumentou em 169%, contribuindo para uma redução de 27,6% na mortalidade. No entanto, lideranças indígenas destacam que muitos desafios persistem.
Fonte original: Agência Brasil



