A organização de jornalismo ambiental Mongabay, reconhecida como uma das principais fontes globais de notícias sobre biomas como a Amazônia e o Pantanal, nomeou, no mês de abril de 2026, os especialistas Linda Dakin-Grimm e Geo Chen para integrarem seu conselho de administração. A decisão institucional visa fortalecer a governança estrutural e expandir a capacidade da plataforma em produzir reportagens investigativas sobre sustentabilidade e conservação em escala global.
De acordo com informações do Mongabay Global, as nomeações ocorrem em um período de expansão expressiva da organização, que registrou um aumento de 166% no tráfego de leitores durante o primeiro trimestre de 2026.
Qual é a trajetória dos novos membros do conselho de administração?
Linda Dakin-Grimm ingressa no conselho após uma consolidada carreira na área jurídica. Ela atuou como sócia sênior no escritório de advocacia Milbank LLP, onde gerenciou litígios complexos nos tribunais dos Estados Unidos antes de se dedicar ao trabalho jurídico focado em imigração. Sua experiência no sistema legal e em questões de interesse público alinha-se ao objetivo do veículo de apoiar a transparência e a responsabilidade institucional.
Neste momento da história, não consigo imaginar uma missão mais importante do que o jornalismo do Mongabay, informando o público e aumentando a conscientização mundial sobre a conservação de ecossistemas e da vida selvagem. Sinto-me honrada em fazer parte deste conselho.
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Geo Chen traz experiência na interseção entre filantropia, finanças e investimentos de impacto. Ele atua como diretor da Huang Chen Foundation e do escritório de investimentos de sua família, o Three Quays Holdings. Nessas funções, Chen financia iniciativas de conservação climática e resposta humanitária, integradas a aplicações em mercados globais.
Admiro profundamente o trabalho do Mongabay e estou impressionado com a capacidade deles de expandir seu público e seu impacto. Estou animado para apoiá-los enquanto continuam a crescer e inovar.
Como está o ritmo de crescimento e a audiência global do portal?
O presidente do conselho, Holt Thrasher, destacou que as novas adições aprofundam a presença mundial da organização, construindo sobre um grupo já existente de conselheiros. Os dados recentes refletem essa expansão estrutural. Apenas nos três primeiros meses de 2026, a produção de reportagens cresceu 44% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esse avanço dá continuidade aos resultados alcançados em 2025, ano em que a plataforma registrou 111 milhões de visitantes únicos e publicou mais de sete mil reportagens. Embora os números absolutos sejam expressivos, a administração da entidade avalia o sucesso principalmente pela forma como suas investigações orientam decisões de formuladores de políticas públicas, pesquisadores e comunidades locais afetadas por questões climáticas.
Quais são os focos de cobertura e os investimentos estruturais?
Para atender à crescente demanda por informações baseadas em evidências científicas, o portal ambiental ampliou recentemente a atuação em redações específicas. As áreas que receberam reforço editorial incluem:
- Vida selvagem e proteção de espécies ameaçadas;
- Soluções ambientais sustentáveis;
- Povos indígenas e populações tradicionais;
- Oceanos e governança pesqueira internacional.
O objetivo principal destas expansões é aprofundar a cobertura tanto das ameaças emergentes quanto das respostas práticas da sociedade, com destaque para a conservação liderada por comunidades e soluções baseadas na natureza.
Como a plataforma apoia a nova geração de repórteres?
Além da produção de notícias, a organização mantém investimentos focados na capacitação de uma nova geração de profissionais de imprensa. O programa de bolsas remuneradas oferece suporte para jornalistas em transição de carreira ou em início de jornada, com foco especial em profissionais que vivem em regiões consideradas pontos críticos de biodiversidade.
No ano de 2026, a expectativa é que o programa de bolsas dobre de tamanho. A iniciativa fornece treinamento intensivo, suporte editorial e oportunidades financeiras para a criação de reportagens originais contextualizadas regionalmente. Simultaneamente, o veículo ampliou suas opções de idiomas, passando a publicar conteúdos em suaíli e bengali, visando alcançar populações em locais onde a escassez de informações sobre o clima é mais crítica.