A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu a conciliação entre o crescimento do agronegócio e a conservação ambiental. A declaração foi feita nesta 2ª feira (2.mar.2026) durante um evento no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. Segundo a ministra, o governo tem incentivado o desenvolvimento e a pesquisa para garantir que o setor produtivo avance sem comprometer o meio ambiente.
De acordo com informações do Poder360, Marina Silva ressaltou a importância de modelos de cultivo que priorizem a produtividade em vez da expansão da fronteira agrícola. Ela citou uma pesquisa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sobre plantio direto, técnica que preserva os nutrientes do solo ao minimizar as alterações.
“O desmatamento cai e o agronegócio cresce. Numa demonstração de que nós não precisamos destruir para produzir. É aumento de produção por ganho de produtividade. É nós sermos capazes de usar a tecnologia para produzir mais oportunidades”, afirmou Marina Silva.
Como o plantio direto contribui para o desenvolvimento sustentável?
O plantio direto, técnica que consiste em introduzir sementes com o mínimo de alteração no solo, preserva os nutrientes e a estrutura do solo. Essa prática, segundo a ministra, é um exemplo de como o agronegócio pode se desenvolver sem a necessidade de desmatamento para a criação de novas áreas de cultivo.
Quais as expectativas para a redução do desmatamento na Amazônia?
Marina Silva expressou otimismo em relação à redução do desmatamento na Amazônia, afirmando que o Brasil pode alcançar, em 2026, o menor índice desde o início do monitoramento via satélite, em 1985. Ela destacou que o governo Lula já reduziu as taxas de desflorestamento em 50% na região amazônica e em 32% em todo o país.
Qual foi o contexto da fala da ministra no TST?
Marina Silva participou da abertura do congresso “Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea”, promovido pela Enamat (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho), pelo TST e pelo CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). O evento reuniu acadêmicos, pesquisadores e integrantes de tribunais do Trabalho do Brasil e do mundo para discutir as relações de trabalho na atualidade.
Além da ministra, o congresso contou com a participação do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, o presidente do TST e do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, a presidente do STM (Superior Tribunal Militar), Maria Elizabeth Rocha, e o ministro do TST e diretor da Enamat, Augusto César Leite.
Quais temas foram debatidos no congresso?
O congresso abordou temas como direito no trabalho, transformações tecnológicas, pejotização, inteligência artificial, plataformização, relações sindicais, governança e clima. As discussões se estenderam até 4ª feira (4.mar), com conferências e painéis de debate.
