Vitória, no Espírito Santo, passou a liderar o ranking de densidade de antenas 5G entre as capitais brasileiras, segundo levantamento publicado em 17 de abril de 2026. A análise considera a quantidade de estações rádio base licenciadas em relação ao tamanho da população e mostra também a queda de São Paulo, que agora tem a terceira menor densidade entre as capitais. De acordo com informações do Teletime, os dados foram obtidos com base nos licenciamentos de ERBs 5G na Anatel até março.
Em Vitória, são 262 ERBs 5G licenciadas, o que resulta em mais de oito antenas para cada 10 mil habitantes. Embora o número absoluto seja inferior ao de cidades maiores, como São Paulo, com 5,1 mil antenas, e Rio de Janeiro, com 3,3 mil, a população da capital capixaba, de 322 mil habitantes, eleva a taxa proporcional e coloca a cidade no topo do ranking.
Como ficou o ranking das capitais no 5G?
Depois de um período em que Brasília ocupou a primeira posição entre as capitais, Vitória assumiu a liderança. Florianópolis aparece em segundo lugar, com 6,14 antenas 5G para cada 10 mil habitantes, enquanto Natal ocupa a terceira colocação, com média de seis ERBs por 10 mil pessoas, o melhor desempenho do Nordeste.
O movimento mais expressivo foi o de São Paulo. A capital paulista, que ao fim de 2023 estava na nona posição do ranking nacional, caiu e agora registra 4,53 ERBs por 10 mil habitantes. Com isso, fica à frente apenas de Maceió, com 4,49, e Boa Vista, com 4,47.
A desigualdade entre as capitais diminuiu?
Segundo o levantamento, a diferença de adensamento do 5G entre as capitais ficou menor ao longo dos últimos anos. Em outubro de 2023, Brasília, então líder, tinha quase quatro vezes mais sites 5G per capita do que Boa Vista, última colocada naquele momento. Agora, a taxa da primeira colocada, Vitória, é 1,8 vez maior do que a da última, que continua sendo Boa Vista.
O texto ressalta, porém, que a densidade de antenas é apenas uma das variáveis que influenciam a qualidade do serviço. O tipo de frequência utilizada também interfere no desempenho da rede, especialmente em cobertura e capacidade de tráfego.
- Faixas mais baixas, como 700 MHz, cobrem áreas maiores com menos estações
- Frequências mais altas, como 3,5 GHz, oferecem velocidades maiores
- Redes com menos antenas podem funcionar bem, mas tendem a enfrentar mais limitações em momentos de alta demanda
O cenário é igual quando se comparam os estados?
Não. O levantamento indica que a redução da desigualdade observada entre as capitais não se repete quando a comparação é feita entre as unidades da federação. Nesse recorte, Distrito Federal e Rio de Janeiro lideram em quantidade de antenas 5G por 10 mil habitantes, com 5,94 e 4,33, respectivamente.
Na outra ponta estão Tocantins, com 1,52, e Maranhão, com 1,35. O texto associa o melhor desempenho do Distrito Federal e do Rio de Janeiro à alta concentração urbana, à densidade populacional elevada e ao território relativamente pequeno, fatores que tornam a implantação da infraestrutura mais eficiente.
Já estados mais extensos e menos densos enfrentam um cenário diferente. O Tocantins é citado como exemplo: tem cerca de 1,5 milhão de habitantes distribuídos em mais de 277 mil km², uma área 48 vezes maior que a do Distrito Federal, que concentra quase o dobro da população.
Quais operadoras têm mais antenas 5G licenciadas no Brasil?
Entre as empresas, a Vivo lidera em número de antenas 5G licenciadas no país, com 19,9 mil. Na sequência aparecem Claro, com 15,8 mil, e TIM, com 15,3 mil. O levantamento também destaca a participação de operadoras regionais no avanço da infraestrutura.
A Brisanet soma 1,8 mil ERBs de quinta geração móvel, com maior presença no Ceará, e neste ano chega ao Centro-Oeste. Em seguida aparecem Unifique, com 571, e Algar, com 194. Regionalmente, o Sudeste continua com a maior concentração de antenas 5G do Brasil, enquanto o Centro-Oeste ocupa a segunda posição, embora essa média seja influenciada pelo desempenho do Distrito Federal.
De acordo com os dados citados no texto, o Brasil registrou em fevereiro 61,2 milhões de acessos na quinta geração móvel. Segundo a Anatel, a tecnologia já representa 28,2% dos acessos móveis no país.