A Yamaha anunciou no início de março o lançamento da nova geração da scooter Tricity 300 para o ano de 2026, projetada com três rodas e um sistema de airbag frontal que promete ser pioneiro na categoria. O veículo, focado na mobilidade urbana, busca oferecer maior estabilidade e proteção reforçada aos motociclistas contra colisões frontais no trânsito diário.
De acordo com informações do Olhar Digital, a nova versão do modelo foi desenvolvida em parceria com a Autoliv, empresa globalmente conhecida pela produção de sistemas de segurança para automóveis. Embora airbags já apareçam em motos de luxo de grande porte há mais de duas décadas, a adaptação para uma scooter urbana de uso cotidiano representa novidade no segmento de duas e três rodas. Mesmo sem confirmação de venda no Brasil, a tecnologia chama atenção por tratar de um tema relevante também no mercado brasileiro: a ampliação de recursos de segurança em veículos voltados ao uso diário nas cidades.
Como funciona o sistema de airbag na nova scooter da Yamaha?
O equipamento de proteção contra impactos fica instalado diretamente no painel principal do veículo. Toda a estrutura tecnológica está conectada a sensores de força G, capazes de detectar desacelerações muito bruscas de forma praticamente instantânea durante o percurso.
Ao identificar uma queda rápida e inesperada da velocidade, esses sensores enviam um sinal eletrônico que funciona como gatilho para o acionamento do sistema. O objetivo da tecnologia é mitigar o choque do corpo do motociclista em caso de colisões frontais.
Essa inovação atua para impedir que o condutor sofra impactos contra a barra de direção ou acabe sendo projetado para fora do assento da motocicleta. Apesar da novidade, a montadora destaca algumas limitações operacionais: o airbag pode não ser ativado em impactos traseiros, batidas laterais ou situações que envolvam desacelerações de baixa intensidade.
Quais são as especificações mecânicas e o nível de estabilidade da motocicleta?
Pensando em aprimorar a dirigibilidade nas cidades, o projeto da motocicleta mantém sua proposta estrutural com três pontos de apoio no asfalto. O modelo apresenta duas rodas na parte dianteira com capacidade para inclinação. O sistema patenteado, chamado comercialmente de Leaning Multi-Wheel, amplia a área de contato dos pneus com o solo e ajuda a preservar a estabilidade direcional, inclusive em superfícies escorregadias.
O conjunto de frenagem da scooter também passou por atualizações. O veículo passou a ser equipado com um sistema ABS que atua especificamente nas curvas. Essa funcionalidade ajusta automaticamente a pressão de frenagem quando o condutor está inclinado, o que reduz o risco de perda de aderência e derrapagens.
No quesito de potência e tração, a motocicleta é movida por um motor monocilíndrico da linha Blue Core, com 292 cilindradas, configuração comum em opções urbanas da marca. Para facilitar o uso diário, o sistema mecânico é gerido por um câmbio automático do tipo CVT.
O que o veículo urbano oferece em conectividade, disponibilidade e preço final?
O nível de interatividade para o piloto é outro ponto que recebeu atenção dos engenheiros da fabricante. A versão atualizada substitui soluções mais simples dos mostradores anteriores por um painel totalmente digital. A partir de agora, os proprietários podem conectar seus celulares por meio do aplicativo oficial MyRide, desenvolvido pela própria companhia.
Graças ao suporte da plataforma Garmin StreetCross, a tela instalada no guidão passa a exibir, além de dados como velocidade e consumo de combustível, rotas de GPS em tempo real. O condutor também consegue visualizar no mesmo painel alertas sobre chamadas telefônicas e novas mensagens de texto.
Segundo o cronograma comercial divulgado, o modelo deve começar a ser vendido no mercado europeu ao longo do segundo trimestre de 2026. O preço sugerido parte de 9.395 euros, valor equivalente a cerca de R$ 60 mil na conversão mencionada no relato original. Até 29 de março de 2026, não havia confirmação oficial de lançamento da scooter no mercado brasileiro.
