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Xi Jinping reforça laços com a Rússia para proteger interesses da China

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Xi Jinping, presidente da China, reuniu-se nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, em Pequim, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em um encontro voltado ao fortalecimento da relação entre os dois países. Segundo o relato original, a aproximação foi apresentada como uma forma de defender interesses comuns em um cenário internacional descrito como marcado por conflitos e transformações, além de tratar de segurança energética e da articulação de uma visita de Vladimir Putin à China. De acordo com informações do Poder360, o deslocamento de Lavrov a Pequim ocorreu a pedido do governo chinês.

Além da reunião com Xi, Lavrov também se encontrou com o chanceler chinês, Wang Yi. As conversas, conforme a reportagem, abordaram temas internacionais considerados focos de tensão, como a guerra no Irã, a guerra na Ucrânia e a militarização do Japão. Ainda segundo a mídia estatal chinesa citada no texto original, os dois lados se comprometeram a manter comunicação constante sobre esses assuntos e a priorizar os interesses do chamado Sul Global.

O que foi discutido entre China e Rússia em Pequim?

Na reunião, Xi afirmou ser necessário estreitar as relações entre China e Rússia para que ambos sejam capazes de defender seus interesses. O presidente chinês também declarou que a estabilidade dessa relação se torna cada vez mais valiosa diante do atual contexto internacional. O encontro ocorreu em meio a uma agenda diplomática mais ampla entre os dois países.

O texto também explica que o conceito de Sul Global, mencionado nas conversas, não se refere a uma região geográfica específica. Trata-se de uma noção geopolítica usada para designar países anteriormente classificados como Terceiro Mundo, países em desenvolvimento ou emergentes. Em geral, o termo é empregado por governos que se posicionam em oposição a parte das políticas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental.

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Como a energia entrou no centro das negociações?

Outro tema tratado por Lavrov em sua visita foi o fornecimento de energia russa à China. De acordo com a reportagem, enquanto as conversas de paz no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã não avançam e o bloqueio de Ormuz permanece em vigor, os chineses passaram a olhar para a Rússia como forma de reforçar sua segurança energética.

Em conversa com jornalistas em Pequim, Lavrov afirmou que a Rússia está preparada para ampliar o fluxo de recursos energéticos à China enquanto a rota do Golfo Pérsico continuar bloqueada. A China tem no Oriente Médio uma de suas principais fontes de petróleo e gás, e a Rússia já figura como parceira relevante nesse setor.

“A Rússia pode, naturalmente, compensar a escassez de recursos enfrentada tanto pela China quanto por outros países interessados ​​em trabalhar conosco em condições de igualdade e benefício mútuo”

Segundo o texto original, Lavrov disse ainda que a Rússia pode compensar perdas causadas pela guerra no Irã. A reportagem menciona também que a Indonésia passou a mirar recursos energéticos russos diante da crise em Ormuz. Conforme o jornal russo RT, citado na matéria, o país do Sudeste Asiático firmou um compromisso para comprar petróleo e gás natural liquefeito de origem russa.

  • Reforço da relação política entre China e Rússia;
  • Discussão sobre conflitos internacionais, como Irã e Ucrânia;
  • Ampliação do fornecimento de energia russa à China;
  • Prioridade aos interesses do chamado Sul Global;
  • Preparação para a visita de Vladimir Putin à China.

Quando Putin deve visitar a China?

Lavrov também declarou que o presidente russo, Vladimir Putin, visitará a China no primeiro semestre deste ano. De acordo com a reportagem, o encontro deve ocorrer em maio, depois da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim. Essa viagem de Trump estava prevista para o fim de março, mas foi adiada por causa da guerra contra o Irã e reagendada para a primeira metade de maio.

O texto informa ainda que Putin e Xi devem se reunir ao menos duas vezes em 2026. A segunda reunião, segundo a previsão mencionada, deve ocorrer em novembro, durante a Reunião de Líderes Econômicos da Apec, na China, em Shenzhen. Com isso, a agenda entre Moscou e Pequim combina diplomacia, energia e coordenação política em meio ao agravamento de tensões internacionais.

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