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X-Energy capta R$ 1,02 bilhão em IPO com apoio da Amazon e estreia na Nasdaq

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A X-Energy, desenvolvedora de reatores nucleares modulares de pequeno porte sediada em Rockville, Maryland, levantou US$ 1,02 bilhão em sua oferta pública inicial de ações em 23 de abril de 2026 e começou a ser negociada na Nasdaq em 24 de abril, sob o código XE. A operação ocorreu com a venda de 44,3 milhões de ações Classe A a US$ 23 cada, acima da faixa indicativa de US$ 16 a US$ 19. De acordo com informações do The Next Web, a empresa tem apoio financeiro da Amazon e atua em um momento de maior demanda por energia estável e livre de carbono nos Estados Unidos.

Segundo a publicação, a abertura de capital é a maior já realizada por uma empresa de tecnologia nuclear avançada até o momento. O movimento ocorre em um contexto de crescimento da demanda elétrica associada a centros de dados de inteligência artificial, reindustrialização e eletrificação, fatores que têm ampliado a busca por fontes de geração contínua de energia.

Como foi estruturado o IPO da X-Energy?

A empresa lançou sua rodada de apresentações a investidores com uma faixa de preço entre US$ 16 e US$ 19 por ação, o que poderia resultar em até US$ 814 milhões em receita bruta. O preço final, porém, ficou em US$ 23 por papel, 21% acima do teto da faixa inicialmente divulgada.

Para alcançar os US$ 1,02 bilhão captados, a oferta também foi ampliada, com a venda de mais ações do que o inicialmente planejado. Ainda de acordo com o texto original, a gestora ARK Investment Management indicou interesse em comprar até US$ 105 milhões em ações ao preço do IPO.

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  • 44,3 milhões de ações Classe A vendidas
  • Preço final de US$ 23 por ação
  • Estreia na Nasdaq em 24 de abril
  • Código de negociação: XE

Qual é o papel da Amazon no avanço da empresa?

A Amazon aparece como uma das peças centrais na trajetória recente da X-Energy. A companhia liderou uma rodada Série C-1 de US$ 500 milhões e assumiu um compromisso vinculante para comprar até cinco gigawatts de energia nuclear da empresa até 2039.

No relato da fonte, esse compromisso funciona ao mesmo tempo como âncora potencial de receita e como sinal de validação da tecnologia em desenvolvimento. O texto também informa que a X-Energy já havia levantado mais de US$ 1,8 bilhão em capital privado antes da oferta pública.

O que a X-Energy desenvolve?

A principal tecnologia da empresa é o Xe-100, um projeto de reator modular com leito de esferas em desenvolvimento desde a fundação da companhia, em 2009, por Kamal Ghaffarian. Cada unidade foi projetada para produzir cerca de 80 megawatts térmicos, com configuração típica de quatro unidades reunidas em uma planta de 320 MW.

O modelo utiliza esferas de combustível revestidas com urânio, em vez de varetas convencionais. Segundo a descrição presente no texto de origem, esse desenho oferece propriedades de segurança inerentes, porque a reação desacelera naturalmente se o reator superaquecer, sem necessidade de intervenção ativa de resfriamento.

A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos, citada pela sigla NRC, está envolvida na revisão prévia do projeto Xe-100. A X-Energy também fabrica combustível nuclear avançado, o que, conforme o texto, reduz a dependência de cadeias de suprimento externas.

Por que o mercado acompanha esse setor com atenção?

O caso da X-Energy é apresentado como parte de um movimento mais amplo de aproximação entre grandes empresas de tecnologia e projetos nucleares. O texto cita acordos da Microsoft com a Constellation Energy, da Google com a Kairos Power, além de compromissos também assumidos por Meta e Oracle.

A lógica apontada é a necessidade de fornecimento elétrico contínuo para sustentar a expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Nesse cenário, os reatores modulares de pequeno porte são vistos por investidores e empresas como uma alternativa de geração estável e sem emissões de carbono na operação.

O fundador e chairman Kamal Ghaffarian manteve o controle de 61% das ações Classe B da companhia combinada, preservando o poder de voto apesar da entrada no mercado público. Ares Management Corp também detém participação relevante, segundo o texto.

Os recursos obtidos no IPO, conforme a reportagem, serão usados para acelerar o desenvolvimento dos reatores, ampliar a capacidade de fabricação de combustível e financiar a comercialização do Xe-100 com foco na primeira implantação, projetada pela empresa para o início da década de 2030.

“suggests continued appetite among investors for small modular reactors,”

A frase foi atribuída no texto original ao analista Vikram Bagri, em nota a clientes publicada em 17 de abril. A avaliação foi citada como indicativo do interesse contínuo do mercado por empresas ligadas a reatores modulares de pequeno porte.

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