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Val Kilmer: trailer exibe atuação recriada por IA com aval da família

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O trailer de As Deep As the Grave apresentou uma atuação recriada por inteligência artificial do ator Val Kilmer, morto em abril de 2025, em um filme que havia sido iniciado antes de sua morte. A produção, segundo relatos publicados no sábado, 18 de abril de 2026, utilizou uma voz sintética baseada em gravações antigas do ator e um deepfake visual desenvolvido com colaboração de seu espólio e de sua filha, Mercedes Kilmer. De acordo com informações do Slashdot, que repercute reportagens de veículos como The Guardian, The Hollywood Reporter, Variety, ABC News Australia e Mashable, o caso vem sendo apresentado como a primeira performance gerada por IA de uma grande estrela de Hollywood em um longa.

Segundo o material reproduzido por esses veículos, Kilmer havia sido escalado para o faroeste antes de morrer, mas atrasos na produção impediram que ele gravasse cenas. A equipe criativa trabalhou com a empresa britânica Sonantic para criar uma voz por IA a partir de registros anteriores do ator. Já o uso de sua imagem foi feito com apoio do espólio e de sua filha. O diretor e roteirista Coerte Voorhees afirmou que a produção seguiu diretrizes do sindicato Sag-Aftra e que o espólio de Kilmer, responsável por fornecer material de arquivo, recebeu compensação financeira.

Como a produção recriou a presença de Val Kilmer no filme?

De acordo com os relatos citados pela publicação original, a recriação digital combinou dois elementos principais: uma voz sintética e uma representação visual do ator. A voz foi construída com base em gravações antigas de Kilmer, enquanto a imagem foi desenvolvida por meio de deepfake autorizado pela família. No filme, a semelhança do ator aparece no papel de Father Fintan, descrito pelo The Hollywood Reporter como um padre católico e espiritualista indígena americano.

Voorhees também declarou, segundo os textos repercutidos, que Kilmer aparece por cerca de uma hora na duração total do longa. A discussão ganhou projeção porque o uso da tecnologia ocorre após a morte do ator e envolve uma participação significativa em vez de uma aparição breve. O caso amplia o debate sobre os limites éticos e trabalhistas do uso de inteligência artificial para reproduzir artistas falecidos na indústria audiovisual.

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Qual foi a reação ao trailer de As Deep As the Grave?

A recepção ao trailer foi dividida. De um lado, os cineastas afirmaram que esperam demonstrar uma forma positiva de uso da tecnologia em Hollywood. De outro, parte da reação pública foi fortemente crítica. A ABC News Australia registrou que algumas pessoas classificaram o trailer como “terrifying” e “disgusting” nas redes sociais, enquanto a Mashable destacou comentários que consideraram a recriação digital desrespeitosa e preocupante como precedente para o setor.

O AV Club, ainda segundo a compilação reproduzida pelo Slashdot, descreveu a iniciativa de forma dura, chamando-a de “ghoulish puppet show time”. Já a Variety informou que o projeto foi acompanhado de uma série de ressalvas e explicações por parte de Voorhees e de seus colaboradores, incluindo a alegação de que Kilmer queria muito participar do filme, mas estava doente demais para fazê-lo, e que sua família apoia sua inclusão.

“Having your AI Val Kilmer puppet whisper ‘Don’t fear the dead, and don’t fear me’ in a movie trailer is a bold choice…”

Por que o caso pode influenciar o debate sobre IA em Hollywood?

O caso reúne temas sensíveis para o cinema: consentimento, remuneração, direitos de imagem e o papel dos sindicatos diante de tecnologias generativas. Como o material divulgado informa que houve autorização do espólio, participação da família e compensação financeira, a produção tenta se diferenciar de usos não autorizados de imagem e voz. Ainda assim, as reações mostram que a controvérsia não se limita à legalidade e alcança também questões éticas.

Entre os pontos centrais mencionados nas reportagens repercutidas estão:

  • o ator foi escalado antes de sua morte;
  • ele não gravou cenas por causa de atrasos de produção;
  • a voz foi recriada com base em gravações antigas;
  • a imagem teve colaboração do espólio e de Mercedes Kilmer;
  • a produção afirma ter seguido diretrizes do Sag-Aftra.

O longa é descrito como uma obra sobre a arqueóloga Ann Axtell Morris, mas a atenção pública se concentrou no uso da IA para reconstruir a presença de Kilmer. Assim, o lançamento do trailer transformou o filme em mais um capítulo da disputa sobre até onde estúdios e realizadores podem ir ao usar tecnologia para reviver digitalmente artistas já mortos.

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