O uso do cinto de segurança em ônibus rodoviários é uma prática obrigatória no Brasil, mas ainda não está enraizada na cultura dos passageiros. De acordo com informações do Diário Transporte, cerca de 85% dos danos em acidentes poderiam ser minimizados se os passageiros utilizassem o cinto de segurança. Este dado alarmante reforça a importância de incorporar essa prática no cotidiano das viagens rodoviárias.
Ainda segundo estimativas, mais de 50% das mortes resultantes de acidentes rodoviários poderiam ser evitadas com o uso do cinto de segurança. Entretanto, um levantamento de 2024 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrou que apenas 12% dos passageiros mantêm o cinto afivelado durante toda a viagem.
Por que o uso do cinto é negligenciado?
Muitos passageiros afivelam o cinto apenas no início das viagens, após o aviso dos motoristas. No entanto, conforme o trajeto avança, este hábito tende a ser deixado de lado ao se levantarem para ir ao banheiro ou descerem nas paradas intermediárias. Essa negligência aumenta significativamente o risco de acidentes graves.
Desde 1997, ônibus intermunicipais e interestaduais de caráter rodoviário são obrigados a oferecer cintos de segurança. Esses dispositivos não só evitam que os passageiros se machuquem dentro do veículo, mas também impedem que sejam lançados para fora, uma das principais causas de mortes em tais acidentes.
Qual o impacto de não usar o cinto?
A falta do cinto pode resultar em acidentes fatais ou em lesões graves. Diferentemente de carros, a área interna de um ônibus é maior, o que aumenta as chances dos passageiros serem arremessados durante colisões. Estudos apontam que esse tipo de impacto é uma das principais causas de acidentes fatais em ônibus.