A multinacional francesa EDF finalizou, neste início de abril de 2026, o processo de aquisição correspondente a 75% de participação na Usina Hidrelétrica de Dardanelos, localizada no município de Aripuanã, no estado de Mato Grosso. A transação comercial foi formalmente concluída, transferindo o controle majoritário do empreendimento para a companhia europeia. De acordo com informações do Petronotícias, a fatia minoritária restante, equivalente a 25% do negócio, permanecerá sob a posse da Neoenergia, um dos principais grupos privados do setor elétrico brasileiro.
Além da transferência acionária, o acordo estabelece que a compradora assumirá integralmente as atividades de operação e manutenção do complexo hidrelétrico. Este movimento estratégico consolida a presença da companhia no setor de geração de energia renovável no território nacional, marcando a sua segunda aquisição de usina hídrica no país e reforçando sua integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Como a aquisição impacta a capacidade energética da empresa?
Com a incorporação deste novo ativo, a companhia amplia significativamente o seu portfólio de geração renovável no mercado brasileiro. A estrutura recém-adquirida adiciona capacidade considerável ao sistema da empresa, que agora passa a administrar um parque gerador mais robusto. Atualmente, a companhia totaliza cerca de 2,1 GW de capacidade instalada bruta em suas operações no Brasil.
Essa capacidade total está distribuída estrategicamente pelo território nacional. Ao todo, a corporação gerencia seis ativos diferentes, que estão localizados em quatro estados brasileiros. A diversificação geográfica e operacional reforça a estratégia de crescimento focada na transição para fontes de baixo carbono e na consolidação do sistema elétrico.
Qual é a capacidade de geração da Usina de Dardanelos?
Instalada estrategicamente no leito do rio Aripuanã, no estado de Mato Grosso, a estrutura hidrelétrica possui uma capacidade instalada de 261 MW. Este volume de geração é expressivo e tem um impacto direto no fornecimento regional de eletricidade, sendo classificado como um ativo de alta relevância para a estabilidade do sistema local.
A energia limpa produzida pelas turbinas da instalação é suficiente para atender a uma demanda equivalente a cerca de 1,4 milhão de pessoas. Em operação contínua e comercial desde o ano de 2011, o empreendimento construiu um sólido histórico operacional ao longo da última década, o que atraiu o interesse de investimentos estrangeiros.
Quais são os principais fatores que motivaram o negócio?
A transação foi impulsionada por uma série de fatores estratégicos definidos pela diretoria da compradora para o mercado nacional. Entre os principais elementos que justificam o investimento, destacam-se os seguintes pontos:
- O longo e bem-sucedido histórico operacional da instalação hídrica desde 2011.
- A necessidade corporativa de diversificar o portfólio de ativos no Brasil.
- O objetivo de fortalecer a participação da marca no setor hidrelétrico.
- A aplicação direta da expertise técnica e industrial que o grupo já possui.
O fortalecimento no setor hídrico junta-se à experiência prévia da empresa no Brasil, que já administrava a Usina Hidrelétrica de Sinop, também situada em Mato Grosso. O alinhamento entre a capacidade técnica da corporação e o potencial de geração contínua do rio Aripuanã cria um cenário favorável para a otimização dos processos industriais.
O que diz a direção sobre a nova operação?
O movimento financeiro foi celebrado pela liderança da corporação no Brasil, que enxerga a conclusão do negócio como um marco para os planos de expansão sustentável. A transição do controle e a assunção das rotinas de manutenção ocorrerão de forma estruturada nos próximos meses.
Sobre a conclusão das negociações, o CEO da empresa no Brasil, André Salgado, pontuou as vantagens operacionais e ambientais do fechamento do contrato, destacando a segurança do investimento:
“Dardanelos se destaca por seu histórico operacional. Com essa aquisição, diversificamos nosso portfólio ao incorporar mais ativos de baixo carbono. Além disso, fortalecemos nossa participação no setor hidrelétrico, onde possuímos expertise técnica e industrial.”
A permanência da companhia parceira com um quarto do capital acionário garante a continuidade institucional. Enquanto isso, a nova acionista majoritária planeja aplicar seus próprios padrões de eficiência técnica ao longo da vida útil do empreendimento mato-grossense.