Universo pós-Big Bang era mais viscoso do que se pensava, revela estudo - Brasileira.News
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Universo pós-Big Bang era mais viscoso do que se pensava, revela estudo

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Uma nova descoberta científica sugere que o universo logo após o Big Bang era mais viscoso do que se pensava anteriormente. De acordo com informações da Revista Fórum, colisões realizadas no Grande Colisor de Hádrons permitiram que físicos observassem o rastro deixado por um quark ao atravessar o plasma que dominou o universo após o Big Bang. Este plasma se comportava mais como um líquido espesso do que como um gás disperso.

O que foi descoberto no Grande Colisor de Hádrons?

O estudo, conduzido pela colaboração Compact Muon Solenoid (CMS) e publicado na revista Physics Letters B, analisou colisões de núcleos atômicos pesados acelerados a velocidades próximas à da luz. Nessas condições extremas, forma-se por frações de segundo o chamado plasma de quarks e glúons, estado da matéria que existiu nos primeiros microssegundos do cosmos. A gota criada em laboratório mede cerca de 10⁻¹⁴ metros e desaparece quase instantaneamente, mas dentro dela, partículas fundamentais se movem coletivamente de forma semelhante a um fluido ultradenso.

Como os pesquisadores confirmaram a viscosidade do plasma?

O avanço veio quando os pesquisadores conseguiram detectar uma pequena redução, inferior a 1%, na produção de partículas atrás de um quark de alta energia. O efeito é comparável ao sulco deixado por um barco ao cortar a água. Essa “depressão” no plasma confirma que o meio oferece resistência, como uma substância viscosa. Para isolar o fenômeno, a equipe utilizou o bóson Z como referência. Diferentemente dos quarks, essa partícula praticamente não interage com o plasma e sai intacta da colisão, funcionando como marcador da trajetória original.

Qual é a importância dessa descoberta?

A sutil queda detectada representa a primeira evidência clara desse tipo de interação. Quanto mais persistente a depressão, maior a viscosidade do plasma — característica que ajuda a entender como a matéria se organizava no universo nascente. Os cientistas afirmam que esse ambiente primitivo não pode ser observado diretamente por telescópios, já que o universo era opaco naquele estágio inicial. Reproduzir essas condições em laboratório oferece um raro vislumbre do que ocorreu nos primeiros instantes da existência. Com mais dados, a expectativa é medir o fenômeno com maior precisão e avançar na compreensão das propriedades dessa “sopa cósmica” que precedeu a formação dos átomos.

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Fonte original: Revista Fórum



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