Maria Helena Araújo, auditora aposentada e moradora de Brasília, compartilha sua preocupação com o tempo que sua neta de nove anos passa na internet. Ela busca formas de reduzir esse tempo e incentivar atividades fora do ambiente digital. “Estou tentando estabelecer esse limite de, chegou da escola, fazer tarefa. Tentando fazer com que pinte, que desenhe. Coloquei na ginástica artística e agora vou colocar na catequese”, explica Maria Helena.
Como o UNICEF orienta os pais?
De acordo com informações do UNICEF, a organização divulgou um guia com dez dicas para ajudar pais e cuidadores a gerenciar o uso da internet por crianças e adolescentes. Entre as recomendações estão: conversar abertamente sobre o uso da internet, definir horários e locais para acesso, e garantir que o conteúdo seja apropriado para a idade.
Quais são as recomendações dos especialistas?
A psicóloga Bianca Orrico, da Safernet, reforça a importância das dicas do UNICEF e acrescenta a necessidade do uso de ferramentas de controle parental. “O uso estratégico das ferramentas de controle parental é um aliado muito importante, principalmente com crianças menores”, afirma Bianca. Ela também destaca a importância de ensinar cidadania digital e ser uma referência positiva para as crianças.
Quais são os riscos na internet?
Bianca Orrico alerta para o aumento de casos de extorsão sexual e compartilhamento não consensual de imagens íntimas entre adolescentes. “A gente tá tendo aumento muito grande de casos de adolescentes que estão sendo vítimas de extorsão sexual”, destaca. Ela enfatiza a necessidade de abordar temas sensíveis e orientar crianças sobre violações na internet.
Segundo a Safernet, é possível permitir que os menores utilizem a internet de forma orientada e acompanhada, estabelecendo regras para o acesso.
Fonte original: Agência Brasil



