A Ultracargo, a Inpasa e a PBio desenvolveram uma operação logística integrada no Porto de Aratu, na Bahia, para viabilizar a exportação de biocombustíveis. A primeira operação, realizada no porto, transportou quatro mil metros cúbicos de biodiesel e óleo de milho para centros logísticos na Holanda e na Alemanha. De acordo com informações do Petronotícias, essa iniciativa demonstra a capacidade das empresas brasileiras de atender à crescente demanda internacional por fontes de energia renovável.
A operação é sustentada pela infraestrutura especializada da Ultracargo, localizada próxima à usina da PBio em Candeias, Bahia. O terminal possui tanques adequados e um sistema de dutos que envia o produto diretamente ao píer de embarque, sem necessidade de modificações físicas, garantindo agilidade e custos reduzidos.
Como a exportação pelo Porto de Aratu foi estruturada?
A operação no Porto de Aratu é marcada por protocolos rigorosos de segurança e conservação para a exportação de biocombustíveis. Uma técnica essencial utilizada é a “inertização” das linhas, removendo o oxigênio dos dutos e, assim, evitando a oxidação dos produtos durante o transporte. A Ultracargo gere o bombeio técnico do produto, enquanto os parceiros coordenam o sequenciamento da carga. Esse processo assegura que o biocombustível mantenha suas especificações originais até o destino final.
Segundo Rafael Verruck, Diretor de Trading de Mercado Interno da Inpasa,
A consolidação desta operação no Porto de Aratu reflete o compromisso da Inpasa com a excelência operacional e a expansão global de nossos produtos.
Ele destaca que essa inovação logística não apenas otimiza a competitividade, mas reafirma o Brasil como um parceiro estratégico na descarbonização e transição energética global.
Quais são os impactos e certificações da operação?
Raphael Nascimento, diretor executivo Comercial e de Planejamento da Ultracargo, destacou que a operação demonstra o potencial do setor logístico brasileiro.
Essa operação demonstra a nossa agilidade em oferecer soluções customizadas que conectam a produção nacional aos mercados mais exigentes do mundo.
A operação atende às normas internacionais de qualidade e possui a certificação ISCC-EU, requisito da União Europeia que garante a redução efetiva de emissões de gases de efeito estufa. A redução potencial em comparação aos combustíveis fósseis pode superar 80%. A estabilidade oxidativa do produto é assegurada, garantindo suas propriedades em viagens de longa distância.