O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionou a tentativa de ataque ocorrida nas imediações do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton, à sua defesa da construção de um salão de eventos no complexo da Casa Branca. Segundo o relato publicado no sábado, 26 de abril de 2026, a manifestação ocorreu horas após autoridades retirarem Trump e integrantes de seu governo do evento, em Washington. O presidente afirmou que o hotel não seria um local particularmente seguro e usou o episódio para sustentar que o novo espaço seria maior e mais protegido.
De acordo com informações do The Verge, Trump fez a defesa do projeto durante uma coletiva na Casa Branca e voltou ao tema na manhã seguinte, em publicação na Truth Social. Na mensagem, ele afirmou que o episódio da noite anterior seria uma razão para acelerar a construção do salão na residência oficial.
O que Trump disse após o incidente?
Durante a entrevista, Trump declarou que o Washington Hilton “não é um prédio particularmente seguro” e afirmou que esse seria um dos motivos para a necessidade de um espaço com os atributos planejados para a Casa Branca. Já na publicação do dia seguinte, o presidente voltou a pressionar pela obra e escreveu que o evento não teria ocorrido com o “salão militarmente ultrassecreto” atualmente em construção.
“This event would never have happened with the Militarily Top Secret Ballroom,” he wrote on Truth Social.
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Na mesma postagem, Trump também classificou como “ridícula” a ação judicial que interrompeu a obra e pediu novamente que o processo fosse abandonado. Segundo a reportagem original, ele afirmou ainda que nada deveria interferir na construção, que estaria dentro do orçamento e adiantada em relação ao cronograma.
Por que a construção do salão está em disputa?
No mês anterior ao incidente, um juiz federal suspendeu a construção do salão da Casa Branca, um dos projetos mais controversos do segundo governo Trump. A obra, orçada em R$ 400 milhões na conversão literal apresentada pelo texto original em dólares como US$ 400 milhões, começou após a ordem de demolição da Ala Leste em outubro do ano passado.
A paralisação ocorreu em resposta a uma ação movida pela National Trust for Historic Preservation. Segundo a entidade, Trump teria agido de forma inadequada ao não buscar a aprovação do Congresso antes da destruição da Ala Leste, como exigiria a legislação federal mencionada pela reportagem.
O texto também informa que o projeto tem sido visto como um canal para doadores corporativos buscarem proximidade política com Trump. Entre os financiadores citados estão empresas de tecnologia e criptomoedas, como Amazon, Apple, Coinbase, Gemini, Google, Meta e Microsoft.
O que se sabe sobre o suspeito e o alvo do ataque?
Relatos preliminares identificaram o suspeito do ataque como Cole Allen, de 31 anos, de Torrance, na Califórnia. De acordo com a reportagem, ele estava hospedado no Washington Hilton, hotel localizado acima do salão de baile subterrâneo onde ocorria o jantar. Apesar de haver segurança mais leve na entrada imediata da área destinada a hóspedes pagantes, ele não conseguiu romper o perímetro de proteção montado em torno do acesso ao evento.
As motivações do suspeito ainda não estavam claras no momento da publicação. Mesmo assim, agentes de segurança acreditavam que ele pretendia atingir Trump e outras autoridades graduadas presentes, entre elas o vice-presidente JD Vance, o diretor do FBI Kash Patel, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o assessor Stephen Miller. Centenas de jornalistas de destaque, inclusive integrantes da cobertura da Casa Branca, também participavam do jantar.
Qual é o contexto histórico citado pela reportagem?
O texto afirma que este seria o terceiro atentado contra a vida de Trump. A reportagem relembra um episódio durante um ato de campanha em Butler, na Pensilvânia, em 2024, quando um atirador atingiu de raspão a orelha do então candidato, e outro caso ocorrido mais tarde naquele ano em Mar-a-Lago, quando agentes federais mataram um homem que tentava atirar no presidente enquanto ele jogava golfe.
A matéria também recorda que o Washington Hilton já foi cenário de outra tentativa de assassinato presidencial. Em 1981, John Hinkley Jr. atirou e feriu o então presidente Ronald Reagan na saída do hotel.
- Trump usou o incidente para defender o salão da Casa Branca.
- A obra foi suspensa por decisão judicial federal.
- O processo questiona a falta de aprovação do Congresso.
- O suspeito foi identificado preliminarmente como Cole Allen.
- As motivações do ataque ainda não haviam sido esclarecidas.