O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que Washington não ajudará aliados na defesa de seus interesses no Estreito de Ormuz e voltou a cobrar maior envolvimento de outros países na crise regional e na guerra no Irã. As declarações foram feitas em mensagens nas redes sociais e reforçadas, depois, em entrevista coletiva do secretário de Defesa, Pete Hegseth. De acordo com informações do Monitor Mercantil, Trump direcionou críticas especialmente a aliados europeus e disse que essas nações deverão passar a se defender sozinhas.
O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas marítimas do comércio global de petróleo. Para o Brasil, oscilações na região costumam ser acompanhadas de perto porque podem pressionar os preços internacionais do barril e, por consequência, afetar o mercado de combustíveis.
Na publicação, Trump mencionou o Reino Unido e outros países que, segundo ele, estariam enfrentando dificuldades para obter combustível para aviões por causa da crise no estreito. Ao comentar a postura de Londres, o presidente norte-americano afirmou que o país se recusou a participar daquilo que chamou de “decapitação” do Irã e sugeriu que os aliados comprem petróleo dos EUA ou atuem por conta própria na região do Golfo.
O que Trump disse sobre os aliados dos EUA?
Segundo o texto original, Trump elevou o tom ao afirmar que os países afetados pela crise terão de aprender a se defender sem apoio norte-americano. Ele também indicou que os EUA pretendem cobrar politicamente a falta de envolvimento desses governos na guerra.
“Eles terão que começar a aprender a se defender sozinhos; os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nós”.
Em outra mensagem, o presidente criticou o governo francês por não permitir, segundo ele, o sobrevoo de aeronaves com destino a Israel e carregadas com material militar. Ainda de acordo com a reportagem, Trump afirmou que Washington se lembrará dessa postura. O texto também relata que ele se referiu ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, como morto nos primeiros bombardeios da guerra iniciada em 28 de fevereiro.
Como o Pentágono descreveu a situação no Estreito de Ormuz?
Pouco depois das mensagens de Trump, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse em coletiva que a situação no Estreito de Ormuz estaria melhorando e que há mais navios circulando do que antes. Ainda assim, reiterou ameaças ao Irã para que reabra a passagem ao comércio, sob risco de novas consequências.
“Ficou claro para o Irã: ou abre o estreito ao comércio ou temos opções, e certamente as temos”.
Hegseth afirmou que as ações militares contra meios navais, mísseis de cruzeiro costeiros, drones e capacidades de contramedidas contra minas têm como objetivo enfraquecer e derrotar essas estruturas iranianas no ambiente marítimo. Ele também endossou a cobrança feita por Trump a outros países, dizendo que a rota é crítica e que outras nações deveriam dar um passo à frente.
Quais países foram citados e quais são os principais pontos da cobrança?
O conteúdo reproduzido pelo Monitor Mercantil cita nominalmente Reino Unido e França entre os alvos das críticas do presidente norte-americano. O texto também menciona, de forma mais ampla, países europeus e asiáticos anteriormente apontados por Trump.
- Reino Unido, por suposta recusa em participar da ofensiva contra o Irã
- França, por não permitir sobrevoo de aviões com destino a Israel, segundo Trump
- Aliados europeus e asiáticos, por falta de cooperação na guerra e na crise em Ormuz
Na avaliação apresentada por Hegseth, a questão não deveria recair apenas sobre a Marinha dos EUA. Ele chegou a mencionar a Marinha Real britânica como uma força que também poderia atuar nesse tipo de operação. Ao mesmo tempo, evitou dizer se será necessário mobilizar tropas terrestres no Irã para assumir o controle da passagem estratégica.
Segundo o secretário, uma eventual resposta futura ainda dependerá do rumo das negociações ou de outras abordagens possíveis. Ele afirmou que, neste momento, considera fundamental que as Forças Armadas dos EUA mantenham um grau de imprevisibilidade. Com isso, a posição do governo norte-americano, conforme relatada pela fonte, combina pressão pública sobre aliados, ameaças ao Irã e indefinição sobre os próximos passos militares na região.


