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TikTok no Brasil terá sócia chinesa em data center no Ceará, enquanto Terrabras perde força

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A proposta de criar a Terrabras, estatal voltada à exploração de minerais críticos, perdeu apoio no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o fundo estatal chinês China-LAC passou a integrar o projeto do data center da ByteDance, controladora do TikTok, em construção no Porto de Pecém, no Ceará. Os dois movimentos foram relatados em notas publicadas nesta quarta-feira (22), com informações atribuídas a diferentes veículos, em um contexto de debates sobre soberania mineral, infraestrutura digital e demanda crescente por energia.

De acordo com informações da Capital Reset, a reunião sobre a Terrabras ocorreu no Palácio da Alvorada e foi convocada pelo próprio presidente. Já a entrada do fundo chinês no empreendimento do TikTok no Ceará foi atribuída ao InvestNews.

Por que a proposta da Terrabras perdeu apoio no governo?

Segundo o texto original, o governo decidiu não apoiar os projetos de lei que propõem a criação de uma estatal para atuar na exploração de terras raras. A avaliação discutida internamente é que esse modelo não seria necessário neste momento e poderia criar entraves regulatórios.

A discussão ocorreu em reunião com vários ministérios no Palácio da Alvorada. O texto informa ainda que a bancada do PT na Câmara defende a criação da Terrabras com o argumento de soberania nacional, planejamento público e controle desde a pesquisa. Apesar disso, a proposta enfrenta resistências dentro do próprio governo.

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Como fica o projeto do data center do TikTok no Ceará?

O fundo estatal chinês China-LAC adquiriu participação no data center do TikTok em construção no Ceará. Conforme o artigo, o fundo será sócio na Omnia, empresa criada pelo Pátria Investimentos para construir a estrutura da ByteDance no Porto de Pecém.

O texto informa que o empreendimento deve demandar cerca de R$ 200 bilhões em investimentos ao longo de dez anos. O percentual adquirido pelo fundo chinês e os valores da operação, porém, não foram divulgados.

  • Projeto ligado à ByteDance, controladora do TikTok
  • Estrutura em construção no Porto de Pecém, no Ceará
  • Participação do fundo estatal chinês China-LAC
  • Investimento estimado em R$ 200 bilhões ao longo de dez anos

O que o avanço dos data centers mostra sobre a demanda por energia?

Além do caso brasileiro, a publicação reúne outros sinais de expansão da infraestrutura digital e de seus impactos sobre o setor energético. Um deles envolve a Meta, que fechou acordo com a Noon Energy para reservar até 100 GWh de capacidade de armazenamento de energia para seus data centers.

Segundo o texto, o sistema prometido pela empresa seria capaz de armazenar energia por mais de 100 horas. A tecnologia usa carbono e oxigênio no lugar de lítio. Como ainda se trata de uma solução em estágio inicial, o contrato prevê um projeto-piloto de 25 megawatts com conclusão prevista para 2028.

Quais outros efeitos econômicos e setoriais foram citados?

A pressão energética ligada aos data centers também apareceu nos Estados Unidos. De acordo com relatório da BloombergNEF citado no material, os custos de construção de usinas termelétricas a gás natural no país aumentaram 66% entre 2023 e 2025. A estimativa mencionada é de que os data centers precisem de 106 gigawatts adicionais de eletricidade até 2035.

O conjunto de notas também menciona uma pesquisa do Financial Times com a Focaldata sobre uso de inteligência artificial no trabalho, indicando adoção mais rápida entre profissionais mais bem pagos e experientes. Em outra frente, um levantamento da New AutoMotive com a E-Mobility Europe aponta alta de 33,5% nas vendas de carros elétricos na Europa no primeiro trimestre de 2026.

Que outros dados sobre clima e infraestrutura aparecem no material?

Entre os destaques finais, o texto cita estudo do Centro Internacional de Estudos Celso Furtado, com apoio do Instituto Clima e Sociedade, segundo o qual chuvas e secas extremas provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões ao PIB brasileiro. Se o aquecimento global chegar a 2°C, os danos podem subir para R$ 145 bilhões por ano.

Também é informado que o BNDES aprovou financiamento de R$ 140 milhões para a TransJordano adquirir 100 caminhões movidos a biometano e construir três postos de abastecimento em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto, em São Paulo. O fornecimento do combustível ficará a cargo da Ultragaz.

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