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Terras raras e EUA: artigo critica fala de Flávio Bolsonaro sobre reservas do Brasil

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Um artigo de opinião reproduzido pelo Diario do Centro do Mundo afirmou que o senador Flávio Bolsonaro adotou uma posição contrária aos interesses nacionais ao defender, em discurso feito no fim de março, no Texas, uma aproximação entre Brasil e Estados Unidos em torno de terras raras e minerais críticos. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, o texto cita críticas publicadas por Jorge J. Okubaro e menciona declarações dadas por Flávio em evento da CPAC.

Segundo o conteúdo, a crítica se concentra tanto na falta de propostas atribuída ao senador quanto no teor de sua fala sobre o papel brasileiro no fornecimento de insumos estratégicos aos norte-americanos. O artigo também contrapõe essa posição à diretriz anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu parcerias com transferência de tecnologia e agregação de valor no território brasileiro.

O que motivou a crítica ao discurso de Flávio Bolsonaro?

O texto menciona que, em evento da Conservative Political Action Conference, no Texas, Flávio Bolsonaro disse que “o Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”. A avaliação reproduzida pelo portal é de que essa formulação prioriza interesses estratégicos dos Estados Unidos em vez de uma política voltada ao aproveitamento nacional dessas reservas.

“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”

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A publicação também reproduz outra fala atribuída ao senador para justificar essa avaliação. No discurso, ele afirmou que, sem esses componentes, “a inovação tecnológica americana torna-se impossível” e que a produção do sistema militar avançado dos Estados Unidos ficaria vulnerável. O articulista entende que esse enquadramento é incompatível com a defesa de interesses brasileiros.

“Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana torna-se impossível e a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos dos adversários. Quando os Estados Unidos ficam vulneráveis, todo o mundo livre fica vulnerável”

Quais outros pontos foram levantados no artigo?

O texto também menciona um artigo do economista Fabio Giambiagi, publicado no Estadão em 17 de abril, no qual ele questiona a consistência das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro. A publicação reproduz o seguinte trecho:

“O ‘júnior’ escreveu que adotará um ‘tesouraço’, o que demonstra que não sabe o que está falando, por ignorar as restrições fiscais que enfrentará”

Na sequência, o mesmo artigo citado acrescenta outra crítica:

“A rigor, o que fica claro para qualquer pessoa que não se deixe arrastar pela polarização em que vivemos é que Flávio Bolsonaro simplesmente não tem a menor ideia do que propor para o Brasil.”

Além do debate político, o texto traz uma contextualização sobre as terras raras. É citado o praseodímio, elemento químico de símbolo Pr e número atômico 59, como um dos 17 elementos do grupo conhecido por esse nome. A menção serve para introduzir a importância geopolítica e econômica desses minerais, empregados em áreas tecnológicas e industriais.

Qual foi a comparação feita com a política do governo Lula?

Na parte final, o artigo afirma que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, estimada em 25 milhões de toneladas, enquanto a China teria 45 milhões de toneladas. A partir desses números, o autor sustenta que o país deveria priorizar uma estratégia de aproveitamento interno e de negociação com contrapartidas industriais e tecnológicas.

Como contraponto, a publicação informa que Lula assinou em Barcelona, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, um acordo para estudo sobre minerais críticos e terras raras. Segundo o texto, o presidente declarou que o governo buscará parcerias com quem quiser “construir, nos ajudar, levar tecnologia e compartilhar conosco”, com o objetivo de que a transformação desses minerais em produtos de maior valor agregado ocorra no Brasil.

O artigo ainda registra uma medida do Ministério de Minas e Energia tomada em janeiro. De acordo com a publicação, foi selecionado o consórcio liderado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, o Cebri, para produzir estudos que apoiem a formulação de diretrizes, metas e instrumentos voltados à Estratégia Nacional de Terras Raras.

  • O texto atribui a Flávio Bolsonaro uma defesa do fornecimento de terras raras aos Estados Unidos.
  • A crítica central é de que a fala desconsidera interesses estratégicos brasileiros.
  • A publicação contrapõe esse discurso à política do governo Lula para agregar valor no país.
  • Também é mencionada a elaboração de uma Estratégia Nacional de Terras Raras.

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