O **Terminal Hidroviário de Passageiros e Cargas Joaquim da Costa Pereira**, localizado em **Santarém**, completou quatro anos de funcionamento nesta quarta-feira (22). De acordo com informações da Agência Pará, o equipamento é considerado um dos principais eixos de integração logística e desenvolvimento econômico da região do **Baixo Amazonas**. Desde sua inauguração em 2022 pelo governo estadual, o terminal já atendeu mais de 550 mil passageiros e impacta diretamente a rotina de 22 municípios no oeste paraense.
A celebração da data foi marcada por uma cerimônia institucional que reuniu autoridades locais, trabalhadores e usuários do sistema hidroviário. O secretário regional de Governo do Baixo Amazonas, **Júnior Tapajós**, enfatizou que o equipamento fortalece a logística regional ao facilitar o fluxo de pessoas e mercadorias. A estrutura funciona como um elo estratégico entre grandes centros da região Norte, como as capitais **Belém** e **Manaus**, consolidando-se como um ponto central para o abastecimento e o deslocamento na Amazônia.
Quais são os principais números do terminal em quatro anos?
Ao longo de seus quatro anos de operação, o terminal apresentou números expressivos que demonstram a relevância da infraestrutura para o estado do **Pará**. Além do meio milhão de passageiros, a unidade registrou a movimentação de mais de 520 veículos. O investimento total para a construção e entrega do espaço superou R$ 74 milhões, resultando em uma área construída de mais de 22 mil metros quadrados.
Segundo o administrador do terminal, **Carlos Alexandre**, a unidade não serve apenas para o embarque e desembarque, mas atua como uma engrenagem econômica essencial. O fluxo constante de mercadorias e utensílios é garantido por um galpão de cargas com área superior a seis mil metros quadrados. A operação logística beneficia cidades estratégicas e garante que o transporte fluvial, principal modal da região, ocorra com maior previsibilidade e segurança.
Qual é a estrutura oferecida aos passageiros no Baixo Amazonas?
O projeto do terminal foi concebido para oferecer acessibilidade e conforto, contando com uma sala de embarque climatizada equipada com 1.205 cadeiras longarinas. A estrutura física inclui recursos modernos para facilitar a mobilidade dos usuários, como detalhado na lista abaixo:
- Escadas rolantes e elevadores para acessibilidade;
- Rampa metálica biarticulada e passarela coberta;
- Flutuante equipado com oito fingers para atracação de embarcações;
- Estacionamento de 5.800 metros quadrados para carros, motos e bicicletas;
- Guichês de passagens, guarda-volumes e rede Wi-Fi gratuita;
- Presença institucional da Polícia Militar, Conselho Tutelar e **Arcon**.
O complexo também abriga serviços de conveniência, como farmácia, lanchonetes, restaurante e lojas. Para os usuários, a mudança na qualidade do serviço é o ponto de maior destaque. A passageira **Maria das Graças**, que viaja frequentemente para municípios como **Monte Alegre** e **Alenquer**, relatou a evolução nas condições de viagem.
“Eu viajo com frequência para cidades como Monte Alegre e Alenquer, e antes as condições eram muito difíceis. Hoje é tudo diferente: tem conforto, segurança, rapidez e até wi-fi. A gente se sente respeitada e bem atendida.”
Como o terminal impacta a logística e a economia regional?
A presença do terminal em **Santarém** transformou a dinâmica de transporte no oeste paraense ao centralizar operações que antes eram dispersas e sem infraestrutura adequada. O secretário **Júnior Tapajós** ressaltou a importância do investimento público para a dignidade do deslocamento da população amazônida durante o evento oficial.
“O Terminal Hidroviário de Santarém é uma conquista que transforma a realidade da nossa população. Estamos falando de um equipamento que fortalece a integração entre os municípios, melhora a logística regional e impulsiona diretamente a economia do oeste do Pará.”
Com quatro anos de atividades, o Terminal Hidroviário **Joaquim da Costa Pereira** reafirma sua posição como símbolo da infraestrutura pública no estado. A integração entre os modais de carga e passageiros permite que a economia regional mantenha um ritmo de crescimento sustentado, conectando cidadãos e promovendo o desenvolvimento social por meio da malha hidroviária paraense.