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Tentativa de assalto no Rio: Secretário Pires é perseguido e bate carro

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Secretário é perseguido em tentativa de assalto no Rio

O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Vitor Pires (PSD), foi vítima de uma tentativa de assalto na madrugada desta terça-feira (17). O crime ocorreu enquanto a autoridade trafegava pela RJ-106, rodovia estadual também conhecida como Amaral Peixoto. A abordagem criminosa aconteceu na altura de São Gonçalo, município da Região Metropolitana fluminense.

De acordo com informações do portal iG, o secretário relatou à Polícia Civil que foi abordado por criminosos armados que tentaram roubar seu veículo. Ao perceber a ação, ele acelerou para fugir e foi perseguido por cerca de dois quilômetros.

Durante a fuga, João Vitor Pires avistou uma viatura em um posto de combustíveis e, ao tentar entrar rapidamente no local, perdeu o controle do carro. O veículo acabou batendo em outros dois automóveis e atingindo uma bomba de diesel. O caso foi registrado e está sendo investigado pela 75ª DP (Rio do Ouro).

Em nota publicada nas redes sociais, o secretário afirmou que está bem, sem ferimentos, e que oficializou o ocorrido na delegacia. A Polícia Militar informou que agentes do Comando de Policiamento em Rodovias (CPRv), unidade responsável pela patrulha nas estradas estaduais, foram acionados ao local do acidente.

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Qual a reação da Prefeitura do Rio?

A Prefeitura do Rio informou que João Vitor Pires já vinha recebendo ameaças desde que começou a registrar sua atuação à frente da secretaria, especialmente em fiscalizações contra irregularidades em postos de combustíveis, divulgadas em vídeos nas suas redes sociais. Por conta desse risco ocupacional, ele utilizava um carro blindado fornecido pelo município.

Após um evento no Centro de Operações Rio (COR) — órgão de monitoramento e integração de serviços da capital —, o prefeito Eduardo Paes (PSD) comentou o caso e afirmou que a hipótese de um atentado não está descartada. Segundo o chefe do Executivo municipal, o secretário tem enfrentado interesses ligados a esquemas ilegais no setor de combustíveis e já demandava maior atenção com a própria segurança.

“Olha só, primeiro eu fui informado quando aconteceu o episódio. Nós estamos falando de um agente público que vem demandando de nós um cuidado maior com a segurança dele. Ele usa carro blindado fornecido pela prefeitura. É um agente que tem agido com muita força nessa máfia de postos de combustíveis”, disse Paes.

Quais medidas serão tomadas após o incidente?

Paes afirmou que as ameaças contra o secretário são recorrentes e que a atuação da prefeitura em relação às fiscalizações nos postos de gasolina não será interrompida. Ele também pediu para que a investigação da Polícia Civil, que inicialmente classificou o caso como uma tentativa de roubo, seja rigorosa para esclarecer as reais motivações do ocorrido.

“A gente espera que a Polícia Civil identifique se foi roubo ou atentado. Se for atentado, que se descubra quem são os responsáveis”, afirmou o prefeito.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou que diligências já estão em andamento para apurar o ocorrido, coletar provas e identificar os criminosos envolvidos.

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