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Telefone fixo em 2026 ainda pode ser útil em apagões e emergências domésticas

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O telefone fixo, tecnologia que perdeu espaço com a popularização dos celulares, ainda pode ter utilidade em 2026, especialmente em situações de queda de energia, falhas de rede móvel e emergências domésticas. A avaliação aparece em reportagem publicada pela CNET, que discute quando vale a pena manter ou contratar esse tipo de serviço, sobretudo em locais onde a comunicação precisa continuar funcionando mesmo durante interrupções. De acordo com informações da CNET, a principal vantagem do telefone fixo tradicional é operar em infraestrutura separada da telefonia celular e, em alguns casos, seguir ativo mesmo sem energia elétrica na residência.

A reportagem destaca que os telefones fixos já foram um item comum nas casas, mas hoje são usados por uma parcela menor da população nos Estados Unidos. Um levantamento de 2022 citado no texto, feito pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, indicou que cerca de 29% dos adultos norte-americanos viviam em residências com telefone fixo, abaixo dos mais de 90% registrados em 2004. A mudança ocorreu em paralelo ao avanço dos smartphones e à redução do uso das linhas analógicas tradicionais.

Por que o telefone fixo ainda é visto como alternativa em emergências?

Segundo a CNET, uma das principais razões para manter um telefone fixo é a confiabilidade em momentos críticos. Como essas linhas podem usar uma infraestrutura própria, baseada em cabos de cobre, elas não sofrem necessariamente os mesmos problemas das redes móveis, como congestionamento, sinal fraco ou chamadas interrompidas. Em uma pane ampla de telefonia celular, depender apenas do smartphone pode deixar o usuário sem uma forma imediata de comunicação.

A reportagem cita o caso de Ann Williams, moradora de Huntsville, no Alabama, que afirmou manter sua linha fixa por considerar o clima da região imprevisível. Ela relacionou essa decisão ao impacto provocado por uma onda de tornados em 27 de abril de 2011, quando dezenas de tornados deixaram ao menos 250 mortos e causaram falta de energia por dias. No relato reproduzido pela publicação, ela disse:

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“The weather here is so unpredictable,”

“We remember a day when it was absolutely necessary to have (the landline),”

Além do uso residencial, o texto afirma que linhas fixas seguem relevantes em atividades ligadas a serviços de emergência, negócios e saúde. Também observa que aparelhos de fax analógico ainda dependem desse sistema, o que ajuda a explicar sua permanência em hospitais, consultórios médicos e escritórios de advocacia.

Quais são as desvantagens de manter uma linha fixa hoje?

Apesar da confiabilidade, o telefone fixo enfrenta limitações. A CNET informa que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos encerrou, na prática, a exigência para que operadoras ofereçam linhas analógicas tradicionais. Com isso, empresas do setor vêm aposentando esse modelo e substituindo a estrutura antiga por tecnologias mais novas. O reflexo aparece também em imóveis mais recentes, que passam a contar mais com entradas de rede do que com tomadas telefônicas.

Outro ponto levantado é o custo. Segundo a reportagem, planos residenciais avulsos de grandes operadoras, como a AT&T, podem custar de US$ 25 a US$ 70 por mês, a depender do pacote e dos recursos incluídos. A CenturyLink começaria em cerca de US$ 30 mensais, enquanto outras empresas, como a Spectrum, cobrariam por volta de US$ 30 ou mais pelo serviço básico de voz, com eventuais descontos em combos.

A publicação ressalta ainda que nem todo telefone fixo atual usa a rede clássica de cobre. Cada vez mais, operadoras oferecem telefonia por internet, conhecida como VoIP. Nesses casos, a linha pode depender do modem e da conexão de internet, o que reduz justamente a vantagem de continuar funcionando em alguns cenários de falta de energia ou interrupção de serviços.

O que verificar antes de contratar um telefone fixo?

Para quem pensa em instalar uma linha, a orientação da CNET é procurar a operadora local e confirmar que tipo de serviço está disponível no endereço. Em prédios e condomínios, também é recomendável identificar onde fica a caixa de distribuição telefônica, informação que pode estar com o proprietário ou com a companhia telefônica.

  • Confirmar se a linha é do tipo tradicional ou VoIP;
  • Perguntar se há sistema de energia de reserva em caso de apagão;
  • Verificar a estrutura de tarifas para chamadas fora da área local;
  • Entender se há cobrança extra para ligações nacionais ou internacionais.

No caso do VoIP, a reportagem afirma que algumas empresas vendem baterias de backup para manter o serviço ativo por um período limitado. Também cita o uso de fontes de energia ininterrupta para sustentar modem e equipamentos ligados à linha.

Que alternativas existem para quem não quer ou não consegue ter linha fixa?

O texto informa que, se a instalação não for possível ou se o serviço oferecido não agradar, ainda existem opções apoiadas em internet via satélite. Empresas como HughesNet e SpaceX podem dar suporte à telefonia VoIP por meio de suas conexões. A reportagem também menciona o avanço de recursos de comunicação por satélite em smartphones.

Entre os exemplos citados está o Emergency SOS, da Apple, que permite ao iPhone usar satélite para enviar localização a contatos ou mensagens de emergência às autoridades. A CNET também lembra que serviços como Google Voice, Zoom e RingCentral podem ajudar a integrar chamadas em diferentes aparelhos, enquanto sistemas de segurança residencial e sensores de alerta médico podem funcionar em conjunto com uma linha fixa para ampliar a resposta em situações emergenciais.

Assim, a conclusão da reportagem é que o telefone fixo deixou de ser padrão nas residências, mas ainda pode fazer sentido em contextos específicos, principalmente quando a prioridade é manter uma camada adicional de comunicação em cenários de instabilidade elétrica ou falhas da rede móvel.

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