O **Governo do Paraná**, por meio do **Fundo Paraná**, confirmou a destinação de R$ 29 milhões ao **Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)** para a execução de projetos estratégicos nas áreas de saúde e inovação em 2026. O anúncio oficial ocorreu durante a reunião mais recente do **Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná)**, onde também foi apresentado o balanço das atividades e investimentos realizados ao longo do ano de 2025.
De acordo com informações da Agência Paraná, o recurso é proveniente de uma dotação constitucional gerida pela **Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti)**. O aporte visa consolidar a infraestrutura científica do estado, permitindo que o instituto amplie sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia e diagnósticos avançados.
O diretor-presidente do Tecpar, **Eduardo Marafon**, destacou que os investimentos contínuos reforçam o papel do estado como um dos principais polos tecnológicos do país. Segundo o gestor, o apoio governamental é fundamental para a manutenção do protagonismo paranaense em áreas críticas da ciência.
O Paraná vive um dos momentos mais promissores de sua história em relação ao desenvolvimento científico e, por meio da forte atuação do Tecpar, o Estado tem se consolidado como um dos principais polos de inovação em saúde humana e animal no Brasil
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Como os recursos serão aplicados na área de saúde animal?
Uma das prioridades para o ciclo de 2026 é a conclusão das obras do novo Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), em Curitiba. Atualmente, o projeto apresenta 70% de execução física e já conta com 60% dos equipamentos necessários adquiridos. A unidade será especializada na produção de insumos para identificar doenças como brucelose, tuberculose e leucose bovina.
As etapas futuras incluem a capacitação técnica das equipes e a qualificação de fornecedores globais. Além disso, o cronograma prevê o desenvolvimento e registro de um teste nacional para o diagnóstico de leucose enzoótica bovina (LEB) por meio do método ELISA. O trabalho é desenvolvido em parceria técnica com o **Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP)**.
Qual o impacto das obras no Parque Tecnológico de Maringá?
O cronograma de investimentos também contempla o Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar em Maringá, no Noroeste do estado. A obra atingiu a marca de 60% de conclusão, com foco atual na infraestrutura de pavimentação, cercamento e edificações administrativas. O novo câmpus ocupa uma área de 100 mil metros quadrados cedida pela administração municipal.
A planta produtiva em Maringá terá uma função estratégica para o Sistema Único de Saúde (SUS). O instituto possui dois projetos aprovados pelo Ministério da Saúde para atuar como fornecedor exclusivo de vacinas contra a raiva humana e a varicela. Essa produção será viabilizada por meio do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), garantindo maior soberania tecnológica ao Brasil.
Como funcionará o Centro de Saúde Pública de Precisão?
O montante reservado para 2026 também impulsionará o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), focado em genômica humana. A unidade utiliza sequenciamento de DNA para auxiliar no diagnóstico de câncer e doenças raras. Fundado em 2020 em colaboração com a **Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)** e o IBMP, o centro receberá novos insumos e tecnologias de ponta.
A aliança estratégica entre as três instituições visa definir um portfólio de serviços técnicos especializados para o SUS. O objetivo é integrar a medicina de precisão ao atendimento público, permitindo tratamentos mais eficazes e personalizados com base nas características genéticas dos pacientes paranaenses e brasileiros.
Quais foram os principais avanços registrados em 2025?
No balanço apresentado ao CCT, o Tecpar demonstrou a aplicação de recursos em projetos alinhados ao conceito de Saúde Única, que integra as dimensões humana, animal e ambiental. Entre as iniciativas que ganharam fôlego no último ano, destacam-se:
- Estudos sobre o uso medicinal de produtos derivados de cannabis;
- Projeto Solo Vivo Paraná, focado na análise do DNA do solo agrícola do estado;
- Validação de tecnologia húngara para proteção de culturas contra fungos e bactérias;
- Modernização da Rede de Laboratórios Multiusuários das Universidades Estaduais (RIMPP);
- Fortalecimento de programas de certificação e produção da vacina antirrábica animal.
O investimento de R$ 29 milhões faz parte de um plano macro do governo estadual que, em 2025, destinou um total de R$ 609 milhões para ciência e tecnologia. Esse orçamento contemplou também a Fundação Araucária, o Ipardes e o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), seguindo as diretrizes da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.