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SUS inteligente: Saúde busca alianças tecnológicas com empresas chinesas

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Saúde busca alianças para impulsionar serviços inteligentes do SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu em Shenzhen, importante polo tecnológico no sul da China, com executivos de três empresas globais de tecnologia em saúde e infraestrutura digital nesta terça-feira (17/03/2026). O objetivo é estabelecer uma agenda estratégica de cooperação tecnológica focada na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo.

De acordo com informações da Agência Brasil, a iniciativa visa atrair investimentos, parcerias industriais e cooperação em pesquisa e desenvolvimento para construir a primeira rede de serviços de saúde inteligentes do SUS. Essa rede deverá integrar tecnologias digitais, inteligência artificial e novos equipamentos médicos.

Ainda segundo a pasta, a cooperação com empresas chinesas pode contribuir para integrar dados clínicos, melhorar a gestão hospitalar e ampliar o uso de inteligência artificial na organização da rede assistencial, além de apoiar projetos de digitalização da saúde pública brasileira.

Quais empresas chinesas estão envolvidas na parceria?

A Neusoft, especializada em tecnologia da informação aplicada à saúde, apresentou soluções para gestão hospitalar digital, integração de dados clínicos e sistemas inteligentes de apoio à decisão médica. A empresa também anunciou planos para instalar uma fábrica de equipamentos de imagem em Santa Catarina, estado que desponta como um forte polo tecnológico e industrial no Sul do país.

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Quais os planos da Mindray para o Brasil?

Durante a reunião com a Mindray, maior fabricante chinesa de equipamentos médicos, foram discutidas oportunidades de oferta de equipamentos hospitalares, integração de plataformas digitais e desenvolvimento de unidades de terapia intensiva (UTIs) baseadas em inteligência artificial. O ministério informou que a empresa atua no Brasil há mais de 19 anos, atendendo a mais de seis mil instituições de saúde e possuindo 353 equipamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pela regulação do setor no país.

As discussões também envolveram as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com instituições públicas brasileiras. Esses acordos estratégicos do governo federal têm como foco a pesquisa, inovação e transferência de tecnologia para a produção local de equipamentos médicos, visando reduzir a dependência externa do SUS.

Qual o papel da Huawei nessa iniciativa?

Padilha também se reuniu com representantes da Huawei, gigante global de telecomunicações e uma das principais fornecedoras de infraestrutura 5G no Brasil, para discutir infraestrutura digital, sistemas de nuvem e conectividade em saúde. Essas tecnologias são consideradas essenciais para viabilizar a operação da nova rede de serviços inteligentes do SUS.

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