Na CES 2026 em Las Vegas, a startup de Cingapura Strutt apresentou o EV1, um dispositivo de mobilidade pessoal motorizado que utiliza lidar, câmeras e computação embarcada para evitar colisões. Ao contrário das cadeiras de rodas motorizadas tradicionais, o EV1 auxilia na navegação em ambientes internos e externos, parando ou redirecionando-se antes de uma colisão.
Como funciona o EV1?
O EV1 combina duas unidades de lidar, duas câmeras, dez sensores de profundidade e seis sensores ultrassônicos. Esses dados são processados para detectar objetos e planejar rotas. O sistema permite que o usuário selecione destinos em um ambiente mapeado, calculando rotas seguras a uma velocidade reduzida de cerca de 4,8 km/h. O usuário pode intervir instantaneamente com um joystick ou comandos de voz.
Quais são os desafios de acessibilidade?
O preço de varejo do EV1 é de US$ 7.500, o que pode ser inacessível para muitos. Nos Estados Unidos, a cobertura de dispositivos de mobilidade de alta tecnologia pelo Medicaid varia por estado, com processos de aprovação que podem ser demorados e complexos. Erick Rocha, da Disability Voices United, destaca preocupações de equidade, já que muitos dependem de programas de seguro governamentais.
Quais são as expectativas para o futuro?
A Strutt, fundada em 2023, aposta que a queda nos preços dos sensores e os avanços no processamento embarcado tornarão a comercialização do EV1 viável. A empresa promove o uso do EV1 tanto em ambientes internos quanto externos, oferecendo capacidades de detecção de alta precisão para navegar em espaços confinados.
Fonte original: IEEE Spectrum.