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Sespa garante assistência integral na III Semana dos Povos Indígenas em Belém

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) está realizando uma operação de assistência integral e humanizada aos participantes da III Semana dos Povos Indígenas, que ocorre entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, no Parque da Cidade, em Belém. O objetivo da ação é assegurar o bem-estar dos povos originários por meio de uma estrutura organizada pela Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Povos Tradicionais (Cesipt), oferecendo desde consultas médicas até suporte de urgência e emergência durante todo o período da programação oficial.

De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa faz parte de uma política pública voltada ao cuidado intercultural, promovendo o diálogo entre a medicina convencional e os saberes tradicionais. Durante o evento, a população indígena tem acesso a serviços variados, incluindo testagens rápidas para diversas infecções e a oferta de práticas integrativas e complementares, como a auriculoterapia, que auxiliam no equilíbrio físico e emocional dos pacientes atendidos.

Quais serviços de saúde estão disponíveis no evento?

A estrutura montada pela Sespa conta com o apoio técnico direto das equipes do primeiro Centro Regional de Saúde (1º CRS). O fluxo de atendimento foi planejado para cobrir as necessidades básicas e preventivas, além de manter um monitoramento constante das condições de saúde dos representantes das diversas etnias presentes na capital paraense. O atendimento é realizado de forma descentralizada para facilitar o acesso de todos os participantes que circulam pelas áreas de convivência.

Além das consultas eletivas e dos testes preventivos, a secretaria mobilizou recursos para situações de maior complexidade. Para assegurar a assistência contínua, equipes de saúde permanecem em regime de plantão 24 horas. Essa escala ininterrupta é reforçada pela disponibilidade de ambulâncias posicionadas estrategicamente para realizar possíveis transferências hospitalares de forma imediata. Os pontos de apoio médico estão distribuídos tanto no Parque da Cidade quanto no Parque dos Igarapés, local que serve de alojamento para as delegações indígenas.

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Como o Governo do Pará define a política de cuidado intercultural?

Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, a presença institucional no evento é uma forma de reafirmar o compromisso governamental com a dignidade dos povos originários. O gestor enfatiza que a abordagem utilizada busca transcender a assistência médica comum, focando no acolhimento sensível às particularidades culturais de cada grupo étnico representado na III Semana dos Povos Indígenas.

Garantir a presença da saúde em um espaço como esse é essencial para assegurar dignidade, cuidado e respeito aos povos indígenas. Atuamos com uma abordagem integrada, que contempla não apenas a assistência imediata, mas também o acolhimento, o respeito às tradições e a promoção da saúde de forma contínua e humanizada.

A coordenadora de Saúde dos Povos Indígenas da Sespa, Tatiany Peralta, também reforçou a relevância deste intercâmbio de saberes. Para a especialista, o cuidado intercultural é a base para um atendimento digno e sensível às realidades indígenas, permitindo que a medicina oficial dialogue com as práticas ancestrais. O esforço logístico visa garantir que o deslocamento dos territórios originais para o centro urbano não resulte em prejuízos ao acesso à saúde.

Qual é a percepção dos participantes sobre os serviços prestados?

A assistência oferecida pelas equipes da Sespa tem sido bem recebida pelas lideranças e jovens indígenas. Amjijahere Parkatêjê, de 18 anos, integrante do povo Gavião e natural de Marabá, relatou que a presença de profissionais qualificados no local traz uma sensação de segurança para os grupos que viajaram longas distâncias para participar do encontro em Belém.

Viajamos de longe para participar da Semana dos Povos Indígenas, e ter a saúde presente faz toda a diferença. Situações inesperadas podem acontecer, e saber que há uma equipe preparada nos traz mais segurança.

A opinião é compartilhada por Diana Tembé, que destacou as variações ambientais como um fator de risco à saúde dos indígenas durante o evento. Ela aponta que as mudanças de temperatura e de ambiente podem afetar o organismo, tornando essencial o suporte médico disponível nos dois parques utilizados para as atividades e hospedagem.

O que envolve a programação da III Semana dos Povos Indígenas?

O evento é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), em parceria com a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Sob o tema “Onde a ancestralidade vira decisão”, o encontro consolida-se como um dos principais fóruns de lideranças indígenas da região Norte, debatendo políticas públicas e direitos territoriais.

A programação diversificada inclui os seguintes pontos principais:

  • Rodas de conversa sobre o acesso a direitos e políticas governamentais;
  • Oficinas voltadas para a valorização e comercialização do artesanato indígena;
  • Atividades recreativas e educativas destinadas às crianças das aldeias;
  • Apresentações culturais e rituais tradicionais de diferentes etnias;
  • Feira de etnobioeconomia e gastronomia com produtos ancestrais.

As atividades são abertas ao público geral e ocorrem diariamente das oito horas às 22 horas. A integração entre a saúde pública e a cultura reforça o papel do evento como um espaço de visibilidade e decisão política para os povos originários do estado do Pará.

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