
O Governo do Pará realiza, nesta primeira semana de abril, a edição de 2026 da Semana do Pescado, evento que prevê a comercialização de 400 toneladas de peixes e mariscos em Belém e em outros 70 municípios do estado. De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e visa fortalecer a cadeia produtiva, garantindo alimentos de qualidade e preços acessíveis para a população, ao mesmo tempo em que gera renda para pequenos produtores e extrativistas locais. Historicamente, o Pará figura entre os maiores líderes nacionais na produção de pescado artesanal, conferindo relevância estratégica ao setor para a economia do país.
A programação, anteriormente conhecida como Feira do Pescado, passou por uma reformulação em sua nomenclatura para destacar o potencial integral da atividade no estado. O coordenador de aquicultura da Sedap, Alan Pragana, explica que a mudança reflete a complexidade do setor, que envolve desde a captura e o manejo técnico até a chegada do produto ao consumidor final. A meta é incentivar o consumo de pescado durante toda a semana, evidenciando o trabalho realizado antes mesmo da comercialização nas feiras.
Qual é o impacto econômico da Semana do Pescado no Pará?
Além de garantir a segurança alimentar, o evento funciona como uma importante vitrine para extrativistas e pequenos comerciantes. Um exemplo é Milene Bentes, integrante da Associação Aqua Vila, em Curuçá. Ela utiliza a visibilidade da semana para comercializar cerca de mil ostras e produtos derivados, como artesanato sustentável feito com conchas. Segundo a extrativista, o aproveitamento integral dos recursos, incluindo a produção de adubo, complementa significativamente o orçamento familiar neste período.
Os pontos de venda espalhados pela Região Metropolitana de Belém, como no estacionamento do Centur (Fundação Cultural do Pará) e nas Usinas da Paz, registraram intenso movimento desde o início das atividades. A organização do evento prioriza a facilidade de acesso e preços competitivos, atraindo consumidores que buscam estocar o produto para o restante do ano. A expectativa de escoar 400 toneladas de pescado reforça o papel do Pará como um dos principais polos de produção aquícola do Brasil.
Como os consumidores avaliam a oferta e os preços dos produtos?
O retorno do público tem sido positivo, especialmente no que diz respeito à organização e aos valores praticados. O consumidor Josenal Souza, frequentador assíduo das feiras estaduais, destacou a qualidade da oferta no ponto do Centur. Mesma percepção teve Ismael Pinho, que optou pela Usina da Paz do Icuí-Guajará devido à proximidade geográfica e aos custos reduzidos. Para muitos, a feira é a principal oportunidade de adquirir espécies valorizadas por valores abaixo do mercado convencional.
A feira é legal porque diminui o percurso, os preços são convidativos e mais em conta.
Outra consumidora, Andrea Matos, aproveitou a variedade disponível para adquirir camarão, filhote e filé de gó. Ela ressalta que a qualidade dos produtos permite o planejamento alimentar da família para longos períodos. A logística montada pela Sedap busca atender a essa demanda crescente, diversificando os locais de venda para evitar grandes aglomerações e facilitar o escoamento da produção dos fornecedores cadastrados no programa estadual.
Onde estão localizados os principais pontos de venda em Belém?
Para atender a população de forma ampla, o governo estabeleceu diversos pontos estratégicos de comercialização. Em Belém e Ananindeua, as vendas ocorrem em locais como:
- Usina da Paz do bairro do Guamá;
- Sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na rodovia Augusto Montenegro;
- Aldeia Amazônica, no bairro da Pedreira;
- Estacionamento do Centur, no bairro de Nazaré;
- Unidades da Marfrios no Jurunas e na Feira da 25;
- Loja Riomar Mariscos e Pescados, no Umarizal;
- Usina da Paz do Icuí-Guajará, em Ananindeua.
Embora as atividades na capital se concentrem nos primeiros dias de abril, a Semana do Pescado estende sua atuação para o interior do estado. Ao todo, 70 municípios paraenses participam da programação ao longo do fim de semana, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações integradas de incentivo à pesca e aquicultura do Norte do Brasil. O esforço conjunto entre governo, associações e produtores garante que a tradição do consumo de peixe seja mantida com sustentabilidade e retorno financeiro para a base produtiva.


