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Rodovias do Paraná alcançam a segunda maior quilometragem em condição ótima no Brasil

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O Paraná consolidou-se como o estado com a segunda maior extensão de rodovias em condição considerada ótima em todo o país, somando 1.033 quilômetros de vias de alta qualidade. De acordo com informações da Agência Paraná, o estado detém 9% da malha nacional nesta classificação, sendo superado apenas por São Paulo, que possui 10.970 quilômetros.

O levantamento integra a Pesquisa CNT de Rodovias de 2025, produzida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O resultado aponta um avanço expressivo para o território paranaense em comparação ao relatório anterior, quando o estado registrava apenas 404 quilômetros enquadrados na categoria de excelência em sua infraestrutura viária.

Como o Paraná evoluiu no ranking nacional de rodovias?

A pesquisa avaliou um total de 6.601 quilômetros de rodovias que cortam o estado, abrangendo tanto trechos estaduais quanto federais. Desse montante, os 1.033 quilômetros de nível ótimo representam 15,6% da malha paranaense analisada. Além disso, a classificação “boa” foi atribuída a 2.180 quilômetros, o que corresponde a 33% do total, enquanto 2.799 quilômetros (42,5%) foram considerados regulares pela CNT.

Entre 2018 e 2025, o crescimento da malha avaliada positivamente foi de 16,9%. Há sete anos, o Paraná contava com 2.749 quilômetros de estradas nas duas categorias mais altas (ótima e boa), que exigem padrões rigorosos de sinalização, geometria e pavimentação. No levantamento mais recente, essa extensão subiu para 3.213 quilômetros, abrangendo praticamente metade das rodovias do estado.

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Quais trechos se destacam na infraestrutura rodoviária paranaense?

O relatório destaca pontos específicos de alta performance, como a BR-163, no trecho entre Cascavel e Realeza. Seus 72 quilômetros estão entre os melhores do país na categoria ótima. Outro destaque é a PR-445, ligando Londrina a Mauá da Serra, classificada como “boa”. Ambas as vias fazem parte do novo pacote de concessões rodoviárias estadual, cujo último leilão ocorreu em outubro de 2025.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, atribuiu os resultados aos aportes financeiros realizados na região:

Estamos realizando grandes investimentos nas rodovias do Paraná, que vão desde a pavimentação daquelas em leito natural, até ampliação de capacidade com duplicações, terceiras faixas, trazendo também o que há de mais moderno no mundo.

Como o estado se compara com outras regiões do Brasil?

A evolução do Paraná é a mais relevante entre os estados das regiões Sul e Sudeste nos últimos oito anos. Enquanto o território paranaense registrou salto significativo, São Paulo teve alta de 8,7% e o Rio de Janeiro subiu apenas 0,8%. Outros estados apresentaram quedas drásticas na qualidade viária no mesmo período, como o Rio Grande do Sul (-40,5%) e o Espírito Santo (-41,3%).

Em comparação com estados de malha total semelhante, o Paraná também leva vantagem. O Mato Grosso, com 7.156 quilômetros totais, possui apenas 291 quilômetros em nível ótimo. Já o Rio Grande do Sul, com 8.813 quilômetros avaliados, apresenta apenas 160 quilômetros na classificação máxima de qualidade nacional.

O que esperar do novo programa de concessões rodoviárias?

O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou que somente em 2025 foram empenhados R$ 2,8 bilhões pelo governo estadual para modernização do modal rodoviário. Com a conclusão dos leilões na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o programa de concessões prevê investimentos anuais de aproximadamente R$ 7 bilhões nos 3,3 mil quilômetros concedidos.

As operações estão distribuídas entre diversos grupos econômicos, garantindo a manutenção e expansão da malha viária pelos próximos 30 anos:

  • Lotes 1 e 5: Operados pelo Grupo Pátria (Via Araucária e Via Campo);
  • Lotes 2, 4 e 6: Sob gestão do Grupo EPR;
  • Lote 3: Gerido pelo Grupo Motiva.

Ao todo, o planejamento prevê a aplicação de R$ 60 bilhões em obras estruturantes, incluindo novas pontes, viadutos e a implementação do maior programa de rodovias em concreto do país, visando maior durabilidade e menores custos de manutenção a longo prazo, seguindo padrões internacionais de engenharia.

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