O uso de robôs em projetos de energia renovável tem avançado em usinas solares e eólicas, com sistemas automatizados empregados desde o levantamento de áreas até a construção, manutenção e inspeção da rede. Segundo o texto publicado em 19 de abril de 2026, a adoção dessas tecnologias vem sendo impulsionada por ganhos de eficiência, maior precisão, redução de custos operacionais e pela escassez de mão de obra em diferentes etapas dos empreendimentos. De acordo com informações da OilPrice, a automação já está sendo usada em projetos comerciais de grande escala.
A reportagem afirma que os avanços recentes em inteligência artificial e equipamentos robóticos ampliaram o número de tarefas executadas por máquinas no setor. Isso inclui atividades potencialmente perigosas para trabalhadores humanos, além de operações repetitivas que podem ser realizadas em ritmo mais acelerado. O texto também observa que ainda há incerteza sobre os efeitos de longo prazo dessa transformação sobre a força de trabalho da área de energia.
Como os robôs estão sendo usados em projetos de energia renovável?
Um dos exemplos citados envolve a AES, que utilizou uma frota de robôs 3.0 da empresa Maximo para instalar 100 MW de capacidade solar no complexo Bellefield, no Deserto de Mojave, na Califórnia. De acordo com o artigo original, os robôs são operados por humanos e conseguem instalar painéis solares em velocidade superior à das equipes tradicionais.
Segundo os dados reproduzidos pela publicação, o sistema permite instalar, em média, 24 módulos fotovoltaicos por hora por pessoa, enquanto as máquinas que fazem a montagem dos painéis levam cerca de um minuto por unidade. O texto afirma que esse ritmo representa aproximadamente o dobro da velocidade de instalação tradicional observada na região.
“Reaching 100 MW is an important milestone for Maximo and for the role robotics can play in solar construction,” stated Maximo’s president, Chris Shelton.
Por que a automação vem ganhando espaço nesse setor?
O avanço da automação é associado, na reportagem, a dois fatores centrais: falta de trabalhadores e aumento de custos. Nesse contexto, desenvolvedores de projetos renováveis têm recorrido mais frequentemente a sistemas automatizados para manter cronogramas e melhorar a produtividade em obras de grande porte.
O texto destaca que a automação não se limita à etapa de instalação. As tecnologias também vêm sendo aplicadas ao longo de todo o ciclo dos projetos, o que inclui diferentes frentes operacionais. Entre os usos mencionados, estão:
- levantamento e análise de áreas para implantação;
- construção de usinas solares e eólicas;
- manutenção de equipamentos;
- inspeção de infraestrutura e rede elétrica.
Quais são os impactos e as dúvidas levantadas por essa tendência?
De acordo com a reportagem, a principal consequência imediata é o aumento da eficiência na execução dos projetos, com mais precisão nas tarefas e menor necessidade de trabalho manual em campo. Ao mesmo tempo, a tecnologia pode reduzir a exposição de trabalhadores a atividades consideradas arriscadas.
Por outro lado, o texto ressalta que o impacto de longo prazo sobre o mercado de trabalho ainda permanece indefinido. Embora a automação alivie gargalos operacionais, a substituição de parte da mão de obra humana por máquinas levanta dúvidas sobre como o setor energético deverá reorganizar suas funções nos próximos anos.
No panorama apresentado pela OilPrice, a tendência é de ampliação do uso de robôs à medida que as ferramentas de inteligência artificial e os equipamentos especializados evoluem. O caso citado na Califórnia é tratado como um exemplo de como a automação está deixando de ser experimental para assumir papel mais relevante na expansão da infraestrutura de geração renovável.