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Robô humanoide bate recorde humano em meia-maratona realizada na China

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O robô humanoide Lightning, desenvolvido pela Honor, completou uma meia-maratona de 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos no domingo, dia 19, em Pequim, na China, durante uma competição paralela entre humanos e máquinas realizada na área conhecida como Beijing E-Town. Com esse tempo, o androide superou o recorde mundial humano da distância, que era de 57 minutos e 20 segundos, pertencente ao corredor ugandense Jacob Kiplimo. De acordo com informações do Mundo Conectado, o resultado marcou a primeira vez que um robô superou o melhor tempo humano registrado nessa prova.

Segundo o texto original, o feito ocorreu em uma disputa organizada na Área de Desenvolvimento Econômico-Tecnológico de Pequim. O recorde anterior de Kiplimo havia sido obtido em março deste ano, em Lisboa, com reconhecimento da World Athletics. Ainda de acordo com a reportagem, um outro robô da Honor, controlado remotamente, cruzou a linha de chegada em 48 minutos e 19 segundos, mas o Lightning foi considerado o vencedor por operar com navegação totalmente autônoma, conforme as regras de pontuação do evento.

Como o robô Lightning venceu a prova?

O Lightning foi descrito como um humanoide projetado para desempenho máximo. O modelo tem 1,69 metro de altura, pernas de cerca de 95 centímetros inspiradas em atletas humanos de alto rendimento, sistema de refrigeração líquida desenvolvido majoritariamente pela própria Honor e operação totalmente autônoma. O robô também foi identificado pela cor vermelha brilhante, característica que acompanhou o nome do modelo, traduzido como Relâmpago.

Além da vitória, a Honor também ocupou as posições seguintes da prova. A emissora estatal CCTV informou, segundo o artigo, que os robôs em segundo e terceiro lugares, ambos autônomos e também da empresa chinesa, concluíram o percurso em cerca de 51 e 53 minutos. O resultado configurou uma varredura da companhia no pódio da competição.

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O que mudou em relação à edição anterior?

A reportagem destaca uma evolução acentuada em relação à edição de 2025. Naquele ano, o tempo do robô campeão havia sido de duas horas, 40 minutos e 42 segundos. Em 2026, o melhor tempo caiu para 50 minutos e 26 segundos. O número de participantes também aumentou, saindo de cerca de 21 robôs para mais de 100 equipes, enquanto a quantidade de máquinas que conseguiram completar a prova passou de seis para a maioria dos inscritos.

  • Tempo do campeão robô em 2025: 2h40min42s
  • Tempo do campeão robô em 2026: 50min26s
  • Participação em 2025: cerca de 21 robôs
  • Participação em 2026: mais de 100 equipes
  • Robôs abaixo de uma hora em 2025: nenhum
  • Robôs abaixo de uma hora em 2026: ao menos quatro

O texto também informa que, na edição mais recente, cerca de 40% dos participantes eram robôs autônomos, enquanto na edição anterior eles eram minoria. A melhora geral de desempenho, segundo a reportagem, reflete um avanço rápido no desenvolvimento desse tipo de máquina em um intervalo de apenas um ano.

Quais foram os incidentes registrados durante a corrida?

Embora o resultado tenha sido histórico, a prova teve imprevistos. Um dos robôs caiu logo após a largada, a cerca de 60 metros da saída, e seguiu na corrida com a parte superior do corpo presa por fita adesiva. Outro humanoide terminou o percurso, mas saiu da rota e caiu em um arbusto logo depois. O próprio Lightning colidiu com uma grade perto do final da disputa, precisou ser reposicionado pela equipe e ainda assim concluiu a prova.

As equipes técnicas acompanharam os robôs ao longo do percurso em carrinhos de golfe, muitas vezes levando macas e cadeiras de rodas. Um dos integrantes da Honor comentou a pressão do desafio.

“Fiquei muito nervoso”

Na sequência, Ma Huaze, capitão de uma das equipes vencedoras da Honor, acrescentou:

“O maior desafio foi ter a coragem de realizar e testar upgrades de grande escala em um palco competitivo como esse.”

Por que a prova chama atenção além do esporte?

A meia-maratona foi apresentada no artigo como um reflexo de uma disputa tecnológica mais ampla entre China e Estados Unidos nas áreas de robótica e inteligência artificial. O texto cita que o plano quinquenal de Pequim para o período de 2026 a 2030 inclui o desenvolvimento de robôs humanoides como prioridade nacional. A reportagem também afirma que a China já reúne mais de 150 empresas e laboratórios voltados à fabricação desse tipo de equipamento.

O texto menciona ainda uma avaliação do grupo de pesquisa Omdia, que classificou AGIBOT, Unitree Robotics e UBTech Robotics Corp como fornecedoras de primeiro nível em remessas globais de robôs inteligentes de uso geral. Segundo o relatório citado, as três empresas enviaram mais de 1.000 unidades no ano passado, com as duas primeiras superando 5.000 unidades cada.

Para a Honor, a competição também serviu como vitrine tecnológica. Du Xiaodi, engenheiro de testes e desenvolvimento da empresa, afirmou:

“A confiabilidade estrutural e a tecnologia de refrigeração líquida podem ser aplicadas em cenários industriais futuros”

O impacto no público também foi registrado pela reportagem. Um espectador identificado como Sun Zhigang resumiu a surpresa com o resultado:

“É a primeira vez que robôs superam humanos, algo que eu nunca imaginei”

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