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Restauração de rodovias entre Pitanga e Nova Tebas atinge primeiro mês de obras

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O governo do estado registrou avanços significativos no primeiro mês de execução das obras de restauração e ampliação das rodovias PRC-487 e PR-460, localizadas na região central do Paraná. Com um investimento inicial superior a R$ 6 milhões apenas no primeiro período de atividades, a intervenção atingiu a marca de 3,7% de execução global. O projeto, coordenado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), visa modernizar o corredor logístico entre os municípios de Nova Tebas e Pitanga, utilizando soluções de engenharia de alta durabilidade para suportar o tráfego pesado da região.

De acordo com informações da Agência Paraná, os trabalhos iniciais concentram-se na preparação do solo e na aplicação de novas tecnologias de pavimentação. A técnica escolhida para o trecho da PR-460 é o whitetopping, que consiste no revestimento do asfalto antigo com uma camada de pavimento rígido de concreto. Este método aproveita a base asfáltica existente, que passa por reparos prévios para servir de sustentação aos novos blocos de concreto executados diretamente na pista, garantindo uma vida útil prolongada ao leito rodoviário.

Quais técnicas estão sendo aplicadas na restauração das rodovias?

Na rodovia PRC-487, as equipes de engenharia focam na terraplenagem e na correção de traçado para eliminar curvas consideradas perigosas. Durante as primeiras semanas de trabalho, foi necessária a realização da primeira detonação de rochas no trecho, etapa essencial para nivelar o terreno e permitir a ampliação da pista. Simultaneamente, as frentes de trabalho avançam na implantação de novos bueiros circulares de concreto, fundamentais para o sistema de drenagem de águas pluviais, prevenindo erosões e danos estruturais futuros causados pelo excesso de chuvas na região central paranaense.

A abrangência geográfica do projeto é vasta, cobrindo um total de 51,52 quilômetros de extensão. O trecho contemplado na PRC-487 tem início na ponte sobre o Rio Muquilão, que delimita a divisa entre Nova Tebas e Iretama, seguindo até o entroncamento com a PR-460, no acesso para Manoel Ribas. A partir desse ponto, a obra prossegue pela PR-460 até alcançar o perímetro urbano de Pitanga, conectando-se com as rodovias PR-239 e PRC-466.

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Qual é o cronograma e o investimento total previsto para a obra?

Com um orçamento total estimado em R$ 267,8 milhões, o cronograma oficial prevê que a conclusão total das melhorias ocorra em outubro de 2027. Além da pavimentação em concreto, o projeto contempla uma série de intervenções estruturais para aumentar a fluidez do tráfego e a segurança dos usuários. Entre os principais pontos de destaque no planejamento estão:

  • Implantação de terceiras faixas em trechos com aclives e pontos críticos de ultrapassagem;
  • Construção de acostamentos com dois metros de largura na maior parte da extensão;
  • Erguimento de um novo viaduto no entroncamento entre a PRC-487 e a PR-460;
  • Criação de duas rótulas alongadas em nível para organizar o fluxo em Nova Tebas e no distrito de Catuporanga;
  • Instalação de sinalização horizontal e vertical modernizada em todo o trecho.

Quais serão as melhorias em pontes e iluminação viária?

A segurança noturna também é uma prioridade do projeto, com a previsão de instalação de nova iluminação viária nas três principais interseções mencionadas. Além disso, quatro pontes existentes ao longo do percurso passarão por reformas de manutenção e reforço estrutural. O pacote de segurança inclui ainda a instalação de dispositivos de proteção e contenção lateral, atendendo aos padrões atuais de engenharia rodoviária para evitar acidentes graves em áreas de desnível.

A modernização deste trecho é considerada vital para a economia do Paraná, uma vez que as rodovias servem como rota de escoamento para a produção agroindustrial da região central em direção aos portos e mercados consumidores. O uso do pavimento rígido é uma decisão estratégica para reduzir os custos de manutenção a longo prazo, oferecendo uma superfície mais resistente ao peso dos caminhões de carga e às variações climáticas intensas.

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