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Registro inédito de macaco sauá albino é feito em Minas Gerais

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Um sauá-da-cara-preta albino foi registrado no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, por um drone do projeto Primatas Perdidos. O pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica, Lucas Gonçalves, colaborador do projeto, destacou a raridade do evento. De acordo com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o registro foi publicado na revista científica internacional Primates.

Qual a importância deste registro?

O especialista Lucas Gonçalves comentou sobre a raridade do albinismo em primatas:

“É muito difícil nós vermos indivíduos albinos em populações naturais. Esse é o primeiro registro de albinismo para essa família de primatas, que é composta por mais de 60 espécies”

. O registro sugere possíveis efeitos do isolamento populacional devido à degradação ambiental ao redor da reserva.

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Qual o estado de conservação do sauá-de-cara-preta?

O sauá-de-cara-preta está quase ameaçado na lista nacional de espécies ameaçadas do ICMBio.

“É uma espécie que só é encontrada na Mata Atlântica e somente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”

, afirmou Gonçalves. O Parque Estadual do Rio Doce, criado em 1944, abriga cinco espécies de primatas, sendo três ameaçadas de extinção.

O que é albinismo e como afeta os primatas?

O albinismo é uma alteração genética que causa ausência de melanina nos tecidos do corpo, afetando pelagem, pele e olhos.

“Isso afeta a pelagem, a pele, a palma das mãos e a sola dos pés. Os olhos geralmente apresentam a coloração avermelhada devido à visualização dos vasos sanguíneos da retina”

, explicou o pesquisador.

  • O sauá-de-cara-preta tem cauda longa e corpo marrom-acinzentado.
  • Possui cerca de 90 cm de comprimento e pesa entre 1 e 2 kg.
  • É uma espécie monogâmica, vivendo em pequenos grupos familiares.

Fonte original: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.



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