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Ransomware põe médias empresas no centro dos ataques e exige preparo prévio

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As médias empresas se tornaram o principal alvo de ataques de ransomware no Brasil, segundo informações divulgadas em reportagem publicada neste 25 de abril de 2026. O movimento afeta especialmente organizações com estruturas de TI enxutas e sem equipes dedicadas de cibersegurança, elevando o risco de paralisação das operações e perda de dados. De acordo com informações do IT Forum, o cenário exige preparação estruturada para prevenir, conter e recuperar esse tipo de ataque.

O alerta foi reforçado por Eduardo Garcia, fundador e diretor de novos negócios da Net Turbo Telecom, empresa com sede em Campinas e atuação no interior de São Paulo. Na avaliação dele, companhias de porte médio passaram a atrair mais ofensivas justamente por, em muitos casos, contarem com menos recursos, menos pessoal especializado e menor maturidade em segurança digital.

“O ransomware deixou de ser um problema exclusivo de grandes corporações. Hoje, médias empresas estão entre os principais alvos justamente porque costumam ter menos recursos, menos pessoal especializado e menor maturidade em segurança”, explica em comunicado Eduardo Garcia, fundador e diretor de novos negócios da Net Turbo Telecom.

Por que as médias empresas passaram a ser alvo principal de ransomware?

O texto original cita o Global Cyber Risk Report 2025, da Aon, segundo o qual o Brasil concentra 47% dos ataques desse tipo na América Latina. Dentro desse contexto, empresas com times de TI reduzidos tendem a enfrentar mais dificuldade para manter rotinas contínuas de atualização, monitoramento e resposta, o que amplia sua exposição a falhas exploradas por criminosos.

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Outro ponto destacado é que a maior parte dos incidentes ocorre a partir de problemas básicos de segurança. Entre eles, estão credenciais comprometidas, vulnerabilidades sem correção e campanhas de phishing. Isso indica que parte relevante do risco está ligada a medidas preventivas essenciais, e não apenas a ferramentas sofisticadas.

Quais são os impactos e o que pode reduzir os danos?

Segundo o estudo State of Ransomware 2025, da Sophos, citado na reportagem, o custo de ficar offline pode chegar a US$ 600 mil para empresas com entre 100 e 250 funcionários. O dado ajuda a dimensionar o impacto operacional e financeiro de um ataque bem-sucedido, especialmente em organizações que dependem de disponibilidade constante de sistemas e dados.

Garcia também afirma que o tempo de resposta é decisivo para limitar os danos após o comprometimento. De acordo com ele, parte significativa dos roubos de dados ocorre na primeira hora depois da execução do ataque. Por isso, o planejamento prévio ganha importância prática no momento mais crítico do incidente.

  • definição prévia de responsabilidades;
  • estratégia de comunicação;
  • procedimentos de contenção;
  • canais alternativos de contato;
  • backups testados;
  • documentação atualizada;
  • arquitetura resiliente.

Como as empresas podem se preparar para responder a um ataque?

Na avaliação do executivo, organizações preparadas conseguem recuperar dados sem negociar com criminosos na maioria dos casos, desde que mantenham rotinas adequadas de backup e estrutura de resposta bem definida. A recomendação, portanto, não se limita à prevenção: inclui também capacidade de continuidade e recuperação operacional.

O entendimento apresentado é que a proteção contra ransomware deve ser tratada como uma prática permanente de governança. Em vez de uma ação pontual, a segurança precisa fazer parte da rotina corporativa, refletindo a consolidação dessa ameaça como elemento contínuo do ambiente digital das empresas.

“A proteção contra ransomware deve ser tratada como um processo permanente de governança, e não como uma iniciativa pontual, refletindo a consolidação desse tipo de ameaça como uma realidade contínua do ambiente digital corporativo”, diz.

Com isso, a reportagem aponta que o avanço dos ataques contra médias empresas combina três fatores centrais: alta exposição, falhas básicas ainda recorrentes e resposta insuficiente quando o incidente começa. Nesse cenário, o preparo prévio aparece como a principal medida para reduzir interrupções e limitar prejuízos.

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