O PT pretende recorrer à Justiça para tentar garantir que a vaga deixada por Odair Cunha na Câmara dos Deputados permaneça com um integrante da federação Brasil da Esperança, após a indicação do parlamentar ao Tribunal de Contas da União. A movimentação foi confirmada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, em meio à discussão sobre quem deve assumir o mandato em Brasília. De acordo com informações do Poder360, o partido entende que a legislação e a jurisprudência eleitoral impedem que o primeiro suplente, Glaycon Franco, assuma a cadeira depois de ter trocado o PV pelo PSDB durante a janela partidária.
O impasse envolve a sucessão de Odair Cunha, deputado federal por Minas Gerais aprovado pela Câmara em 14 de abril e pelo Senado em 15 de abril para ocupar uma vaga no TCU. Com a saída dele do mandato, o primeiro suplente da federação é Glaycon Franco, que deixou o PV. O segundo suplente é Gilmar Machado, do PT, que permaneceu no partido. A direção petista em Minas Gerais afirma que atuará judicialmente para que a cadeira fique com Gilmar.
Por que o PT quer barrar a posse do primeiro suplente?
A avaliação dos petistas é que o entendimento eleitoral aplicável ao caso favorece a permanência da vaga com a federação, e não com um suplente que mudou de legenda. Segundo a presidente do PT em Minas Gerais, deputada estadual Leninha, o partido já analisava a situação da suplência diante da mudança partidária de Glaycon Franco.
“A gente está verificando a questão da suplência de Odair porque há uma análise eleitoral de que o 1º suplente era do PV e ele mudou de partido agora na janela. O 2º suplente é Gilmar Machado de Uberlândia e que o PT, claro, vai lutar na Justiça para que a suplência seja assumida por Gilmar Machado”
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O argumento político e jurídico do PT é que há jurisprudência segundo a qual o mandato pertence ao partido, e não ao candidato. O texto original informa ainda que o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral segue nessa direção. Em 2022, Glaycon Franco recebeu 59.818 votos, enquanto Gilmar Machado teve 55.443 votos.
Como a ida de Odair Cunha ao TCU abriu a disputa pela vaga?
A nomeação de Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União já era esperada, segundo a reportagem. A indicação foi resultado de um acordo entre bancadas da Câmara firmado em 2025, em troca do apoio do PT à candidatura de Hugo Motta à presidência da Casa.
Embora a saída de Odair não tenha surpreendido o PT nacional nem o diretório mineiro, a mudança de partido do primeiro suplente alterou o cenário previsto pela legenda. A janela partidária terminou em 3 de abril, e a troca de Glaycon Franco do PV para o PSDB passou a ser o ponto central da controvérsia.
Quais são os pontos centrais dessa disputa?
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Odair Cunha foi aprovado pela Câmara em 14 de abril de 2026 para o TCU.
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O Senado aprovou a indicação em 15 de abril de 2026.
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O primeiro suplente, Glaycon Franco, saiu do PV para o PSDB durante a janela partidária.
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O segundo suplente, Gilmar Machado, permaneceu no PT.
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O PT afirma que vai à Justiça para tentar assegurar a posse de Gilmar Machado.
O caso deve girar em torno da interpretação da legislação eleitoral e da jurisprudência sobre fidelidade partidária e titularidade do mandato no âmbito das federações. Até o momento, o que o PT anuncia é a intenção de judicializar a sucessão aberta com a ida de Odair ao TCU, sustentando que a vaga deve continuar com um nome vinculado à federação original.