Os partidos PT, PV e PCdoB, que compõem a Federação Brasil da Esperança, entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a suspensão dos perfis nas redes sociais de “Dona Maria”, uma personagem criada por inteligência artificial. De acordo com informações do Diário do Centro do Mundo, a personagem é usada para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e figuras de esquerda, com o intuito de promover propaganda política adversa ao governo. A ação foi registrada no dia 26 de abril de 2026.
A personagem fictícia “Dona Maria” ganhou grande popularidade nas plataformas Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X, sendo utilizada para espalhar informações falsas e distorcidas. No Instagram, um dos perfis acumulou mais de 730 mil seguidores. Os partidos argumentam que, embora no primeiro vídeo o perfil tenha esclarecido que a personagem não era real, essa informação não foi reiterada em posts subsequentes, causando confusão entre os seguidores.
Quem está por trás dos perfis de “Dona Maria”?
O criador dos perfis, Daniel Cristiano, manifestou-se contrário às ações da federação de partidos. Porém, os partidos defendem que a personagem é usada de forma intencional para propagar desinformação, como a notícia falsa sobre “tributação para catadores de latinha”, que foi desmentida por diversos veículos de comunicação.
O TSE foi solicitado a suspender não apenas os perfis existentes, mas também a adotar medidas que impeçam a proliferação de conteúdos semelhantes no futuro. Os partidos também requerem que a Justiça Eleitoral obrigue as empresas de tecnologia a fornecer informações que possibilitem identificar os responsáveis pelos perfis e pela monetização do conteúdo.
Quais conteúdos comerciais estão ligados a “Dona Maria”?
Além das questões políticas, a representação ressalta o aspecto econômico, alegando que o perfil “Dona Maria” buscava parcerias comerciais e anúncios, reforçando seu caráter comercial e político. O responsável pelo perfil teria recebido propostas para lucrar monetariamente, especialmente de empresas de casas de apostas, e cursos sobre inteligência artificial.
A denúncia também destaca a importância de uma clara indicação sobre o uso de inteligência artificial na criação de conteúdo, bem como a urgência de conter a divulgação contínua de desinformação. Essas ações são consideradas práticas ilícitas pela Justiça Eleitoral, especialmente em ano eleitoral. O TSE deverá analisar o pedido e considerar a suspensão dos perfis e outras medidas cabíveis.