A recente redução na projeção do IPCA para 2026, agora em 3,97%, trouxe à tona discussões sobre possíveis cortes na Selic nos próximos meses. De acordo com o Jornal de Brasília, o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, indica que a estimativa de inflação está dentro do intervalo da meta, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Quais são as expectativas para a Selic e o PIB?
O relatório do Banco Central também projeta a Selic em 12,25% ao fim de 2026, com crescimento do PIB de 1,8% e câmbio em R$ 5,50. Esses indicadores sugerem uma convergência gradual das expectativas de inflação em um ambiente de atividade moderada e juros ainda elevados.
O que dizem os especialistas sobre a flexibilização monetária?
Para Matheus Portela, economista e diretor de gestão da VLGI Asset, o cenário atual favorece o início da flexibilização monetária, embora sob cautela.
“A inflação vem se mantendo dentro da banda da meta, e as projeções do Focus indicam convergência para o centro nos próximos anos. Esse movimento, somado a sinais de desaceleração da atividade, como um PIB mais fraco, e a um câmbio mais comportado, reforça o cenário favorável ao início do ciclo de cortes”,
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afirma Portela.
Quais são os riscos e oportunidades na alocação de ativos?
Portela destaca o risco fiscal e o ambiente externo como fatores de atenção.
“O principal ponto de atenção continua sendo o risco fiscal. A trajetória das contas públicas influencia diretamente as expectativas de inflação e os juros de longo prazo”,
ele afirma. No campo da alocação, a combinação de inflação em desaceleração e juros elevados exige uma estratégia equilibrada, com pós-fixados ainda oferecendo retornos reais elevados.
Ele ressalta que a antecipação do movimento de cortes na Selic envolve riscos, mas também oportunidades.
“Os maiores ganhos exigem que a alocação seja feita antes da consolidação dos cortes, o que demanda horizonte mais longo e tolerância a oscilações”,
conclui Portela.
Fonte original: Jornal de Brasília.


