O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (**Sectet**), está consolidando o **Programa Startup Pará** como uma ferramenta estratégica de fomento ao empreendedorismo tecnológico na **Região Norte**. A iniciativa visa transformar ideias inovadoras em soluções de mercado concretas por meio de mentoria, suporte técnico e conexão com investidores. De acordo com informações da Agência Pará, o projeto celebra o impacto da criatividade no desenvolvimento regional, especialmente em setores voltados para a bioeconomia amazônica.
Um dos destaques da iniciativa é o edital Tech Empreendedor, que foca em proponentes que ainda não possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e estão no estágio inicial de validação de seus negócios. Entre os beneficiados está Rodolfo Homci, CEO da empresa Homci, focada em biotecnologia e bebidas funcionais. Através do programa, ele recebeu bolsas e acompanhamento especializado que permitiram a estruturação financeira e operacional de sua produção de kombucha, abrindo portas para o mercado nacional e possibilidades de exportação.
Como o Programa Startup Pará auxilia quem está começando?
O suporte oferecido pelo programa vai além do aporte financeiro, focando na qualificação técnica e na viabilidade do negócio. Para empreendedores como Rodolfo Homci, o aprendizado prático em áreas críticas foi o diferencial para o sucesso do empreendimento. O programa conecta os talentos locais a ferramentas de gestão modernas e redes de contatos que seriam dificilmente acessadas sem o suporte governamental.
“O que eu aprendi foi fundamental para tirar minha ideia do papel. Entender sobre controle de estoque, controle de qualidade e a viabilidade financeira do negócio foi essencial. A formação que recebi considero bastante completa e inovadora”, destacou o empreendedor.
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Além da biotecnologia, o programa também estimula soluções sustentáveis para resíduos locais. Um exemplo é o aplicativo Achai, desenvolvido por estudantes do **IFPA** (Instituto Federal do Pará), campus Bragança. O projeto, premiado nas **Maratonas de Inovação**, resolve o problema do descarte do caroço de açaí ao conectar batedores, recicladores e indústrias, transformando o que seria lixo em insumos para construção civil e biojoias.
Quais são os resultados práticos das Maratonas de Inovação?
As maratonas funcionam como hackathons onde estudantes e profissionais desenvolvem protótipos em curto espaço de tempo. Segundo Wagner Rocha, um dos integrantes do projeto Achai, a experiência permitiu a estruturação jurídica e técnica do aplicativo. O impacto é direto na comunidade, promovendo a economia circular e gerando renda a partir de subprodutos da floresta, reforçando o papel da tecnologia como aliada do meio ambiente.
O alcance geográfico da iniciativa é amplo, abrangendo diversas Regiões de Integração do estado. Ao todo, 36 empreendedores foram contemplados com ações diretas de apoio e capacitação. A distribuição dos beneficiários demonstra a capilaridade da política pública de inovação no território paraense:
- Região do Guajará: 25 empreendedores (Belém, Ananindeua e Santa Bárbara);
- Região do Guamá: quatro empreendedores (Castanhal e Santo Antônio do Tauá);
- Região do Baixo Amazonas: três empreendedores em Santarém;
- Região do Tocantins: dois empreendedores (Barcarena e Acará);
- Região do Lago de Tucuruí: um empreendedor em Tucuruí;
- Região de Carajás: um empreendedor em Parauapebas.
Onde o programa está presente no território paraense?
A presença do programa em municípios como Santarém, Parauapebas e Castanhal demonstra o esforço em descentralizar a inovação, retirando o foco exclusivo da capital. Ao longo de 2025, o ecossistema foi fortalecido por eventos como o Demo Day e a Caravana da Inovação, que promoveram oficinas de propriedade intelectual, licitações e processos administrativos. Para 2026, a previsão é a implementação das Trilhas da Inovação, que devem aproximar ainda mais as instituições de ensino do mercado produtivo.
Segundo o coordenador do programa, Renato Cortez, o Startup Pará é estratégico para consolidar uma economia baseada no conhecimento e na sustentabilidade. A proposta é criar caminhos consistentes para que talentos locais permaneçam na região, gerando empregos e desenvolvendo tecnologias que respeitem a floresta em pé e os recursos naturais da Amazônia.
“O Programa Startup Pará reafirma seu papel estratégico ao seguir ampliando oportunidades, conectando talentos e fortalecendo ideias que nascem no território paraense”, concluiu o coordenador.